Cerca de 800 pessoas participaram da passeata dos servidores municipais por melhores salários e condições de trabalho na manhã de ontem. Os manifestantes utilizaram ainda o microfone do programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, para protestar. “Estou aqui pelas minhas crianças e quero que isso se resolva. Quero que ele (prefeito Alexandre Ferreira) se sensibilize, porque nós aceitamos negociar”, disse a professora Sirlene Martins Tristão Alves, 54, que falou ao vivo no programa transmitido direto da porta da Prefeitura.
O presidente da OAB Franca (Ordem dos Advogados do Brasil), Ivan Cunha, os vereadores Luiz Vergara (PSB), Márcio do Flórida (PT) e Valéria Marson (PSDB) também se posicionaram sobre a greve durante a transmissão. As opiniões concordaram que o decreto de estado de emergência foi “precipitado”.
“Indignação”, “descaso” e “fora Alexandre” foram palavras de ordem durante toda a caminhada. A manifestação teve início na Prefeitura e seguiu pela avenida Presidente Vargas até o Centro, retornando a seu local de origem. Narizes de palhaço, caras pintadas, cartazes e percussão foram artifícios usados para chamar a atenção da Administração, que mais uma vez se omitiu.
O presidente do Sindicato dos Servidores, Luiz Fernando Nascimento, também participou do Hora da Verdade. Ele se comprometeu a encerrar a greve caso a proposta de valor sobre o vale alimentação aumentasse em R$ 100. “Se fosse fechado em R$ 320 (vale alimentação), aceitaríamos de imediato a proposta de 5,39%, com novo reajuste em setembro, e encerraríamos a greve.”
Antes mesmo do fim da transmissão, Nascimento e os vereadores Flórida e Vergara, seguiram para Ribeirão Preto e protocolaram um pedido de intervenção ao Ministério Público do Trabalho. “Além do pedido de intervenção, foi registrada uma denúncia de assédio moral contra a Prefeitura”, disse Flórida.
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