Ciranda


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Cirandeiro mandou abrir a roda e rodar
E rodando, rodando vi cores, eu vi gente
E o ganzá ia tocando e toda a gente ia girando
Trocou os pares quando vi um rosto novo
Dois corações pulando
Ao som da caixa se encontraram
E nunca mais pararam de dançar.
 
Improvisando refrões às  gargalhadas
Dançaram aos pulinhos
Tapeando as tristezas e repartindo as alegrias
Não importando em importar
Se alguns lhes esbarravam
Ou se os passos ainda erravam
 
Pisando forte na marcação da zabumba
Com os pés descalços seguiam seu caminho
Os braços entrelaçados imitavam as ondas do mar
E o  destino iam chamando
Ele veio e as buscou: irmã preta e irmã branca
Mesmo longe desta dança
Ainda pulsam no compasso da ciranda
 
 
Júlia Moscardini, leitora

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