Ter o carro guinchado em Franca está custando mais caro desde ontem. O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) baixou decreto aumentado o preço das tarifas cobradas pelas empresas que exploram o serviço. A tabela de valores é fixada pela Prefeitura e leva em consideração o tipo de veículo e o local em que o rebocamento será feito. Quanto maior a condução e mais difícil o resgate, mais o proprietário terá que gastar. Se o trabalho for feito no período da noite, entre 18 e 6 horas, a conta será acrescida de 20%.
O dono de uma moto de até 110 cilindradas, como um Honda Biz, por exemplo, que tenha sido guinchada por problemas mecânicos ou apreendida pela polícia, desembolsará R$ 63 pela remoção. É o valor mais baixo. A quantia mínima para a remoção de carro, caminhonetes e furgões é de R$ 89. Se o veículo for de grande porte, o preço sobe para R$ 165.
A despesa varia de acordo com o local em que o serviço for prestado. Se for preciso tirar o veículo de rios, buracos e atoleiros, o proprietário terá de pagar mais. No caso de motos, a tarifa sobe para R$ 165, carros, R$ 206, caminhões, ônibus e tratores, R$ 415. Caso a remoção seja feita fora expediente comercial, o motorista terá de pagar a taxa de 20%, o que elevará o custo máximo para R$ 498.
Onze empresas têm concessão do município para explorar o serviço de guincho. O preço é tabelado e o usuário não tem opção de escolha. “A solicitação de reajuste foi feita pelas empresas, que alegam aumento nos seus custos. O município atendeu dentro das possibilidade. A última correção havia sido feita em 2012”, disse o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli.
Superlotação
Serviço não falta para as empresas de guincho da cidade. Uma média de 20 veículos, entre carros e motos, é apreendida todos os dias nas ruas de Franca por problemas diversos. A maior causa de apreensão é a falta de licenciamento. Mau estado de conservação, falta de equipamentos de uso obrigatório, falha mecânica, acidentes e participação em crimes são outras causas de remoção.
O pátio para onde os veículos são levados está com a capacidade esgotada, situação que força a Polícia Militar a efetivar a apreensão somente quando há vaga disponível.
Na tentativa de amenizar a situação e abrir mais espaço, a Prefeitura abriu licitação, esta semana, visando contratar empresa para realizar serviços de organização, remoção e movimentação de 3,4 mil veículos no local, sendo 1,8 mil automóveis e 1,6 mil motos. “Vamos organizar o pátio e remover os veículos para a área destinada a leilões”, disse Buranelli.
Não há previsão de quando será realizado o próximo leilão de veículos.
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