A situação do sistema prisional paulista é desesperadora: uma bomba prestes a explodir. São mais de 200 mil detentos que convivem em diversos presídios em todo o Estado. Com a greve dos funcionários da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), o momento fica mais crítico ainda. Os trabalhadores buscam melhores salários e condições de trabalho. Já apresentaram a reivindicação ao governo paulista e foram recebidos de forma inadequada. A questão deveria ser encarada com mais seriedade, até mesmo em função dos problemas que o Estado pode ter se acaso existirem rebeliões no sistema prisional.
O atual titular da Pasta, Lourival Gomes, parece que ainda está subordinado diretamente ao seu ex-chefe, Antônio Ferreira Pinto, que hoje faz parte do grupo de outro partido político, adversário declarado do PSDB nas eleições estaduais. Assim, começo a imaginar que, quanto pior for a situação nos presídios, melhor é para aqueles que disputarão o governo estadual em outubro contra Alckmin. Mas talvez não seja essa a conclusão tomada por outras lideranças tucanas.
Da mesma maneira como acompanho com preocupação a falta de atitude do Secretário da Administração Penitenciária para evitar que essa greve se estenda, é bastante difícil aceitar a maneira como vem sendo conduzida a Fundação Casa, com a intocável Berenice Giannella. É mais fácil uma audiência com o Papa Francisco ou com Barach Obama do que falar com ela. E se não bastasse tudo isso, as entidades de policiais militares estão tentando de todas as formas negociar de forma sensata com o Governo. Se não existir uma resposta positiva, poderemos também encarar manifestações da categoria.
Um dos pecados de um governo prolongado é a acomodação e falta de vontade dos elementos que compõem a cúpula responsável por ações rápidas e eficientes. O grupo de Geraldo Alckmin padece dessa doença.
Rafael Silva
deputado estadual pelo PDT
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