A filha de João de Freitas Sobrinho, Maria da Conceição Sobrinho, depôs ontem no segundo dia de audiência da CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Saúde. O marido de Clésia de Araújo Novais, Willian Cabral Pinto, também deu seu depoimento à Comissão.
Relatos de situações de descaso, mau atendimento, longas esperas e diagnóstico impreciso dominaram os dois depoimentos da noite. A fala de Willian Pinto abriu a sessão. Ele narrou a trajetória de sua mulher nos dois atendimentos no PS Municipal, de onde recebeu alta sem conseguir andar, até a internação na Santa Casa, onde morreu dois dias depois de dar entrada.
“Na segunda vez que ela foi ao PS, ficamos a madrugada toda lá e ela passou por quatro médicos. Os três primeiros queriam internar ela, pediram para eu aguardar a vaga, não entendi por que o quarto deu alta falando que o que ela tinha era crise de ansiedade”, disse Willian, que só conseguiu internar a mulher na Santa Casa após exame em hospital particular apontar que sua diabetes estava alta. “Uma representante da Secretária de Saúde me ligou para dar os pêsames, foi só o que fizeram”, disse Willian.
Maria da Conceição descreveu o atendimento prestado pelos atendentes da ambulância da Prefeitura que, segundo ela, fez com que seu pai caísse da maca e fraturasse o fêmur, quando era levado a uma sessão de hemodiálise. “Eles nunca usavam o cinto de segurança. Já até tinha feito reclamação na Secretaria de Saúde, mas nunca me retornaram”, disse Maria, que continuou narrando o que aconteceu depois: “Disseram que ele estava com um coágulo na cabeça possivelmente por conta da queda, que iam ver o que fariam, mas não deu tempo do médico passar”.
A próxima sessão da CEI será na amanhã. Serão ouvidos os depoimentos dos familiares de Francisca Firmina da Silva, que morreu meia hora depois de ter alta do PS Municipal.
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