Greve para todas as UBS e 22 escolas


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Durante a manhã de ontem, os manifestantes tomaram a frente da Prefeitura e a Presidente Vargas teve de ser fechada
Durante a manhã de ontem, os manifestantes tomaram a frente da Prefeitura e a Presidente Vargas teve de ser fechada
A greve dos servidores públicos de Franca ganhou força. Enquanto na manhã da última segunda-feira 800 pessoas compareceram à frente da Prefeitura para reivindicar aumento real de salário e melhores condições de trabalho, na manhã desta terça, o protesto contou com mais de mil vozes. Com a paralisação dos servidores, nenhuma das 14 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) realizou atendimento ontem, bem como o NGA (Núcleo de Gestão Assistencial) e os Núcleos do Programa da Saúde. Os Prontos Socorros “Álvaro Azuz” e o infantil “Dr. Janjão” funcionaram parcialmente. As escolas se dividiram na adesão à greve. Das 23 unidades ouvidas pelo Comércio - cerca de quatro por região, apenas uma manteve suas atividades normalmente. Do restante, ou tiveram paralisação total ou parcial (veja mais nesta página). 
 
Além da suspensão de serviços públicos, a administração de Alexandre Ferreira (PSDB) está tendo de lidar com um forte desgaste de imagem. Durante a passeata que interditou a av. Presidente Vargas, um coro de insatisfação ecoava. “Olê, olá, o Alexandre tá pedindo pra vazar (sair).” Quem passou pela avenida, se deparou com um varal de sutiãs no entorno da Prefeitura, pendurados por manifestantes que protestavam uma suposta declaração do Prefeito, que teria afirmado que os servidores “não teriam peito” para manter a greve. Os protestantes também colocaram bexigas por baixo da roupa, na altura do busto, e levantaram cartazes dizendo: “Temos peito, senhor prefeito”.
 
 

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