Gil Gomes revela em entrevista que sofre de mal de Parkinson


| Tempo de leitura: 2 min
Gil Gomes nos dias de hoje
Gil Gomes nos dias de hoje

A TV brasileira possui grandes ícones que variam entre, atores, apresentadores e jornalistas. Situado nesta última categoria, o lendário Gil Gomes, 73, repórter policial, que marcou telejornais brasileiros - principalmente no SBT - pela sua narrativa e seu famoso gesto com a mão esquerda, foi entrevistado neste último domingo (23) por Geraldo Luís, no Domingo Show, da Record

Gil sofre de mal de Parkinson desde 2000, ano em que seu filho faleceu de hepatite. “Foi a maior tristeza da minha vida. Meu médico acha que o Parkinson veio de um choque inicial que foi a morte do Guilherme por hepatite em 2000. Que é essa tremedeira e essa voz. Eu era gago quando era pequeno. Agora está voltando”, falou Gil.

Durante a entrevista, Gil contou que já foi um dos radialistas mais bem pagos do país, mas o seu vício em apostas e gosto por cavalos fez com que perdesse muito. “Eu joguei muito. Fui a cassinos, comprei cavalos, fiz tudo que eu quis. Comprometeu a minha vida, mas não acabou com a minha vida. Tive 250 cavalos”, revela.

Relembrando a época de ouro de sua carreira, Gil comentou: “Não tenho[ideia] de quantas mortes eu narrei. Eu sei que, pelas minhas contas, a polícia esclareceu 600 crimes por conta de informações nossas. Eu estudava a pessoa, aquela não era só o criminoso, não era a vítima. Eu fazia que nem [o escritor Fiódor] Dostoiévski. Era uma pessoa que estava lá”.

Já sobre seu característico gesto com a mão esquerda, Gil comentou: “eu era da rádio. Fui para a TV, segurava microfone com uma mão e não tinha o que fazer com a outra”, explica.

Para fechar sua participação no programa, Gil visitou o antigo Carandiru e falou sobre o massacre que lá houve. “Foram mais de 300 mortos. Não 111. Isso é mentira”. Lá ele reencontrou duas filhas que não via há muito tempo.

A Record chegou a atingir 17 pontos durante a entrevista com o radiojornalista. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários