Greve dos servidores, escândalo na saúde, crise com os comerciantes, base de apoio na Câmara rachada. Se não bastassem todos os problemas de administração, Alexandre Ferreira (PSDB) pode ter mais um abacaxi indigesto para descascar. Termina hoje, às 14 horas, o prazo para empresas interessadas em promover a Expoagro apresentarem suas propostas. A abertura dos envelopes acontecerá logo em seguida. Apenas uma empresa de fora retirou o edital. Não é certo se ela participará da concorrência. Tudo indica que as exigências impostas pela Prefeitura afugentaram os tradicionais promotores de Franca. Falta tempo e sobram obrigações.
A Expoagro está prevista para acontecer de 16 de maio a 1º de junho. Quem se dispuser a participar da licitação terá que oferecer um lance mínimo de R$ 500 mil. A metade deste valor precisa, necessariamente, ser depositada na conta da Prefeitura no ato da assinatura do contrato. O restante tem que ser pago cinco dias antes da abertura do evento.
O promotor terá que fazer no mínimo sete shows. O ingresso não poderá custar mais que R$ 30 e a grade de atrações ainda terá que ser analisada pela Prefeitura. O responsável terá que providenciar credenciamento para os trabalhadores e expositores, emitir gratuitamente credencial, pulseira ou ingresso para criadores, expositores, peões e tratadores de animais, equipes técnicas e funcionários de manutenção e limpeza. Caso não tenha sistema de credenciamento, terá que repassar à Prefeitura 1.100 credenciais até o dia 1º de maio.
A organizadora terá, também, que contratar empresa de segurança patrimonial, registrada na Polícia Federal com número suficiente de homens com relação ao público presente, além de se comprometer a coibir a prática de cambistas e de qualquer jogo de azar. Leis municipais que garantem o livre ingresso das pessoas portadoras de necessidades especiais com acompanhante, de idosos e aposentados e de profissionais de imprensa precisam ser cumpridas.
A contratada ainda terá de fazer propaganda da Prefeitura, comprometendo-se a incluir o logotipo da administração nas peças publicitárias que realizar em impressos, rádio, jornal e TV.
Até a tarde de ontem, apenas uma empresa, de São José do Rio Preto, cujo número de contato deixado na comissão de licitação da Prefeitura é de um escritório de arquitetura, havia retirado o edital. O responsável foi procurado para falar sobre a licitação, mas não retornou às ligações.
Outra empresa, de Franca, fez a visita técnica, mas não retirou o edital. No ano passado, a mesma firma foi descredenciada da concorrência porque estava com a Certidão Negativa de Débito com o município vencida e também pela suspeita de haver grau de parentesco com outra concorrente - seriam controladas por pai e filho - o que não é permitido por possibilitar a combinação de propostas.
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