A Secretaria de Planejamento e Urbanismo acaba de concluir um estudo para ampliar a avenida Eliza Verzola Gosuen, no Jardim Ângela Rosa. O projeto não seria nenhum absurdo não fosse o fato de a avenida terminar de frente a um condomínio fechado. Para dar prosseguimento à via, a Prefeitura defende a desapropriação da parte central do Condomínio Villagio da Colina, que corre o risco de ser dividido em dois. A intenção, é claro, desagradou os moradores que estudam uma forma de fazer a Prefeitura desistir da ideia.
O secretário de Urbanismo, Nicola Rossano, disse que o estudo foi feito a pedido de cinco proprietários de terras, cujas áreas ficam atrás do condomínio. “Eles estão interessados em implantar novos condomínios e loteamentos e pediram à Prefeitura que fizesse este estudo.”
Pelo projeto, para ser ampliada, o único trajeto possível da nova parte da avenida seria o alinhamento até a rotatória existente na avenida Jaime Telini, no Ana Dorothéa, passando pelo meio do condomínio. “Isso já foi previsto. Inclusive, um novo loteamento, o Jardim Botânico, já teve suas diretrizes aprovadas e vai demandar a ampliação da avenida Eliza Verzola Gosuen em 328 metros a partir desta rotatória”, disse Rossano.
No trajeto de um quilômetro, que vai dos fundos do condomínio até o novo trecho, outros quatro proprietários também já teriam manifestado interesse em transformar a área em loteamentos. “Conforme eles forem protocolando os pedidos, a gente vai autorizando. Naturalmente, pela pressão e pela necessidade, a desapropriação do condomínio será inevitável”, afirmou.
Rossano evitou falar em prazos. “A avenida tem que prosseguir. A princípio, já existe uma projeção para que isso aconteça. Mas ainda não discutimos a desapropriação.”
O secretário afirmou que, assim que a decisão de desapropriação for tomada, os moradores serão avisados. “Não é um processo fácil. Tem que ser conversado e tem muitas coisas que podem interferir. É preciso ter licenças ambientais.”
Os moradores prometem reagir. Ontem, elegeram uma comissão para discutir o assunto com o município.
Mesmo com as manifestações contrárias, o secretário defende a ideia. “Como arquiteto e pessoalmente, sou favorável à desapropriação. A cidade não pode parar de frente para um condomínio.”
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