Há quatro dias, o Comércio tenta obter um posicionamento da Prefeitura de Franca a respeito das denúncias graves apresentadas pela procuradora da República, Sabrina Menegário, com base em relatório do Ministério do Trabalho. Sem sucesso.
Desde quarta-feira, quando o jornal teve acesso aos documentos que compõem a investigação do Ministério Público Estadual, a postura adotada pela Prefeitura é o silêncio.
Duas reuniões, uma na quinta e outra na sexta, com a presença do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), dos secretários da Saúde, Rosane Moscardini, e da Administração, Humberto Mazza, e do procurador do município Joviano Mendes da Silva, foram realizadas no gabinete. Mas,em vez de entrevistas, preferiram emitir duas notas oficiais em que não respondem nenhuma das mais de 20 perguntas enviadas pelo Comércio (veja quadro ao lado).
Os documentos não negam o pagamento de supersalários ou a existência de horas extras indevidas. Só informam que “o Município vem adotando medidas para apurar, com precisão, os fatos”.
A Prefeitura ainda tenta justificar os megapagamentos com a falta de profissionais. “A Prefeitura de Franca esclarece que não pode permitir que a população fique sem atendimento médico nas unidades de urgência e emergência, e mesmo com inúmeros processos seletivos abertos nos últimos anos, infelizmente, há dificuldade em contratar médicos. A alternativa encontrada para evitar que a população fique sem atendimento foi organizar a jornada de trabalho do quadro atual, através de horas-extras, excepcionalmente”.
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