Mas, quando será?


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Uma amiga, leitora desta coluna, dizendo ter lido que alguém saberia de quando vai morrer, perguntou-me se isso possível. 
 
As fontes espirituais, através de O Livro dos Espíritos, revelam que o momento da morte é muito importante e que estamos à caminho do mundo do qual procedemos desde o momento do nascimento e que, em muitos casos, temos a intuição de que o termo da nossa permanência na carne está prestes a se cumprir. 
 
Já que o momento da desencarnação é importante, como o é o do nascimento e do casamento, é evidente que tenhamos uma noção, ainda que vaga, da aproximação da nossa transferência de plano. 
 
Os espíritos da mais elevada hierarquia podem sabê-lo, guardando, porém, grandes motivos para no-lo ocultar, ou estariam comprometendo o progresso em todos os sentidos, posto que o ser humano deixaria de ser operoso, se informado da proximidade da sua morte. 
 
Espírito sério algum — ao menos ante o nosso atual grau de entendimento —, nos revelaria datas para quaisquer fins, quer pelo conceito que lhe preside a ideia de tempo, quer pela evidente inconveniência de nos provocar preocupações mórbidas e improdutivas. 
 
Temos exemplo em Jesus. Quando falava sobre o final dos tempos, jamais indicou datas e épocas. Quanto aos sabidos casos excepcionais, em que a nitidez da intuição ou a clareza da revelação premia espíritos adiantados e castiga os atrasados, cabe-nos perguntar: será que tudo funcionou conforme o previsto? 
 
Imperioso que tiremos proveito das realizações da vida, não obstante saibamos que a nossa viagem de volta começa quando nascemos. A bagagem moral para a volta há de ser a nossa grande preocupação, sem, contudo, descuidarmos da saúde do corpo físico, instrumento importante para as indispensáveis realizações do espírito no plano das formas.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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