Servidores municipais decidem hoje de manhã sobre greve


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Prefeito Alexandre Ferreira e o presidente do Sindicato, Fernando Nascimento, após a primeira reunião
Prefeito Alexandre Ferreira e o presidente do Sindicato, Fernando Nascimento, após a primeira reunião
Amanhã deste sábado promete ser de tensão para o governo municipal. Os servidores públicos da Prefeitura vão se reunir para avaliar a proposta de reajuste salarial feita por Alexandre Ferreira (PSDB). A assembleia, marcada para as 9h30, no Teatro “Judas Iscariotes”, decidirá se a categoria aceita o que foi oferecido ou se cruzará os braços a partir de segunda-feira. Na avaliação do sindicato, a possibilidade de greve é grande.
 
As negociações entre Prefeitura e trabalhadores foi encerrada ontem. O município corrigiu o percentual que havia divulgado na quinta-feira (5,38%) e informou que o reajuste proposto é de 5,39%. Também concordou em dar um cartão alimentação no valor de R$ 200 a partir de outubro - a categoria não tinha direito ao benefício. O abono escolar para o próximo ano crescerá 7% e será de R$ 215. Será concedida mais uma falta abonada para doação de sangue. A licença gozo e gala não vai interferir na assiduidade.
 
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Fernando Nascimento, disse que a proposta não agradou. “Os trabalhadores vão avaliar na assembleia se estão de acordo. Acho que vai ser difícil segurar a greve”.
 
Segundo o sindicalista, o principal entrave da negociação é o vale alimentação. “Além do valor estar abaixo do que pedimos, a Prefeitura só começará a pagar em outubro.”
 
Para o secretário municipal de Administração, Humberto Mazza, a Prefeitura chegou ao seu limite e não tem como melhorar a proposta. “Atendemos todas as reivindicações que eram possíveis. A greve não se justifica”, afirmou.
 
Recuo na Câmara
Quem recebeu a pauta da próxima sessão da Câmara, enviada na tarde de ontem, ficou com a sensação de que faltava sensibilidade e habilidade política ao presidente da Casa. Responsável por selecionar as matérias que vão entrar na pauta de votações, Jépy Pereira (PSDB) agendou para ser votado, na próxima terça-feira, o projeto que aumenta em 100% o salário do diretor-geral da Câmara, antes mesmo que ele tome posse.
 
Não poderia haver hora pior para se discutir o tema. O projeto pretende dobrar o salário do diretor, de R$ 3,1 mil para R$ 6.064,32, no mesmo período em que a Prefeitura se recusa a dar mais do que 5,39% de reajuste aos 4,8 mil servidores públicos do município. 
 
Mas uma reviravolta de última hora deve dar fim à polêmica. No início da noite de ontem, Jépy informou que pretende apresentar um substitutivo ao projeto, mantendo o salário do cargo nos R$ 3,1 mil aprovados pela Câmara no começo deste ano.
 
O preferido de Jépy Pereira para assumir a função é Jerônimo Sérgio Pinto, também funcionário de carreira da Prefeitura.

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