Lojistas do Centro demitem após corte de vagas


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Alguns motoristas não respeitam a sinalização e param nas vagas cortadas pela Prefeitura
Alguns motoristas não respeitam a sinalização e param nas vagas cortadas pela Prefeitura
O corte de vagas de estacionamento no Centro de Franca, implantado pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) em agosto do ano passado, tem gerado prejuízos para os comerciantes da cidade. Além da perda nas vendas, muitos empresários estão demitindo funcionários e falam até em deixar a região central.
 
O tema foi abordado ontem, 21, durante o programa Hora da Verdade Itinerante, da rádio Difusora AM, que estacionou no calçadão da rua General Telles. Sob comando de Leandro Vaz com comentários de Corrêa Neves Júnior, populares, comerciantes e representantes da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) disseram que o Centro está com “ruas mortas” e precisar recuperar as vagas extintas.
 
Segundo o empresário Adriel Carrijo, da Pastelaria do Vovô, desde que as vagas foram extintas dois dos seus dez funcionários tiveram que ser demitidos por conta da queda no movimento. “Estamos diminuindo as despesas, inclusive estamos trocando funcionários por estagiários e já cogitamos mudar de endereço”. Para o diretor da Sandiego Joias, Luís Carlos Bardu, o Centro precisa ter “muvuca” e não ruas vazias. “O Centro é o coração de Franca, a parte comercial. Não é corredor de passagem rápida”, disse o empresário que também tem sofrido com a redução de clientes.
 
Na Color Móveis, o gerente geral Paulo Cézar Pimentel demitiu dois funcionários em janeiro em virtude do enfraquecimento das vendas. Ele estima queda de até 30% no movimento e diz que as demissões foram a única forma de reduzir os custos.
 
Sócia proprietária da ótica Ponto de Vista, Letícia Rodrigues disse que precisou reduzir o lucro do estabelecimento para poder fornecer estacionamento aos clientes. “Abrimos há um ano e estávamos tendo crescimento, quando as vagas foram retiradas, tudo ficou mais difícil e a saída encontrada foi pagar estacionamento para os clientes da loja”.
 
Ação na Justiça
Na quinta-feira, 20, conforme o Comércio noticiou com exclusividade, a Acif, o CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), o Sindicato do Comércio Varejista de Franca e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Franca ingressaram na Justiça pedindo a anulação do ato administrativo do prefeito e o retorno imediato das vagas. Na ação consta que o corte de vagas foi “abrupto” e que a população não foi ouvida. 
 
Segundo o diretor do Comércio da Acif, Tarciso Bôtto, a retirada das vagas tem causado transtornos para consumidores e comerciantes e a decisão de entrar com a ação veio após o esgotamento de todas as tentativas de negociação com o prefeito. “O Centro precisa de atenção, porém está havendo um desencontro de ideias e com o prefeito a dificuldade é o convencimento”, disse Bôtto, que enfatizou que a Acif não quer mandar no Centro. “O Centro é do povo, não da Acif”.

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