O proprietário de um lava jato de Franca é acusado de estuprar um menino de 12 anos e tentar aliciar os irmãos de 10 e 14 anos. Os três são portadores de necessidades especiais. A denúncia partiu dos pais e foi registrada na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O IML (Instituto Médico Legal) confirmou, segundo a delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, que o menino foi vítima de violência sexual.
O suspeito, de acordo com os pais, se aproximou, primeiro, do menino de 12 anos. Sob a alegação de que conhecia o pai, ele ganhou a confiança da vítima. O fato ocorreu no dia 8 de março. Neste mesmo dia, o garoto chegou em casa com R$ 20 e disse que teria sido “pagamento” por “serviços” no lava jato. Os pais não desconfiaram.
Dois dias depois, o homem suspeito procurou o irmão por parte de mãe dos meninos. Ele queria orçar a instalação de cerca elétrica e alarme em uma chácara. O rapaz foi a um condomínio, mas achou estranha a atitude do acusado, após o mesmo alegar ter “esquecido” as chaves da suposta chácara.
A desculpa da chácara, segundo os pais, foi o meio utilizado pelo acusado para se aproximar deles. Na semana passada, sob o pretexto de montar uma lanchonete em sociedade com o pai dos meninos, o acusado passou a frequentar a residência. Na segunda-feira, dia 17, a verdade surgiu.
O acusado estava na casa da família quando o celular tocou. Ele alegou que precisava ir até a avenida Brasil. O pai desconfiou que algo estava errado quando o homem saiu em sentido oposto. Ao buscar os filhos na escola, o pai viu o “sócio” conversando com os meninos e depois foi embora. Ele pressionou e o filho de 12 anos disse que os R$ 20 não foram por serviços prestados, mas sim pela relação sexual que teve com o dono do lava jato. O mais velho declarou que vinha recebendo “cantadas”. Os pais descobriram que o filho de 10 anos também estava sendo assediado.
Após a denúncia, a delegada Graciela instaurou inquérito, ouviu os três irmãos, os pais e outros familiares. O pedido de prisão preventiva foi solicitado,mas a Justiça não havia se manifestado até o início da noite de sexta-feira. O acusado, segundo relato da mãe na tarde de ontem, continuou “rondando” a moradia da família. Como não houve flagrante, a delegada disse que sem o mandado de prisão não pode evitar que o acusado continue procurando as vítimas.
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