Para evitar greve, Prefeitura cede e aumenta reajuste


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Servidores municipais durante protesto na última terça-feira na Prefeitura de Franca
Servidores municipais durante protesto na última terça-feira na Prefeitura de Franca
Após o ultimato dado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Município, que prometeu deflagrar greve segunda-feira se o prefeito se mantiver irredutível em não melhorar a proposta de reajuste salarial, o governo recuou e admitiu aumentar o índice. Alexandre Ferreira (PSDB) aceitou elevar o percentual de 4,97% para 5,38%. Também acenou com a possibilidade de aceitar cláusulas que compõem a pauta de reivindicações. A informação foi repassada a representantes da categoria ontem, em reunião na Secretaria Municipal de Finanças.
 
O prefeito se recusava a aumentar o índice sob alegação de que não poderia exceder os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A folha de pagamento já teria atingido o teto. Na terça-feira, os servidores lotaram a Câmara para protestar contra o valor proposto. Com a pressão, os vereadores se recusaram a votar o projeto com os valores apresentados pelo prefeito e decidiram pelo adiamento.
 
Em entrevista publicada na edição de ontem do Comércio, o presidente do Sindicato, Fernando Nascimento, foi direto no recado dado ao prefeito. “Se a negociação não evoluir, vamos parar”. Ontem o governo convocar uma reunião para tentar acalmar os ânimos dos servidores.
 
O encontro entre o governo e sindicalistas durou duas horas. Alexandre não participou. Foi representado pelos secretários Humberto Mazza, Administração, e Neide Lopes, Finanças, além dos assessores Jerônimo Sérgio Pinto e Edvaldo Costa. “Conseguimos limpar muita coisa da pauta.Houve consenso na maioria das cláusulas. Ficaram alguns itens para trás, que serão discutidos amanhã (hoje). Na nossa opinião, as negociações evoluíram muito bem”, disse Mazza.
 
O presidente do Sindicato saiu da reunião menos otimista do que o secretário. “A conversa está evoluindo, mas não foi muito proveitosa. A administração aceita mudar o índice de reajuste, mas está dificultando em relação ao cartão alimentação. Se o valor for muito baixo, não será viável”, disse Nascimento.
 
Nova rodada de negociação será feita hoje. A proposta final da Prefeitura será avaliada pelos servidores em assembleia no sábado. “A categoria vai decidir se aceita ou não. Vamos decidir juntos. Não descartamos a greve. Vai depender da Prefeitura”, finalizou o presidente do Sindicato.

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