‘Tumulto generalizado pode acontecer logo’


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Josimar Oliveir, diretor do Sindicato da categoria, ontem à noite
Josimar Oliveir, diretor do Sindicato da categoria, ontem à noite
O diretor de negociações coletivas do Sitraemfa, sindicato responsável por representar os agentes de segurança da Fundação Casa, confirmou em entrevista, na noite de ontem, que a unidade local vive um clima de princípio de rebelião. A informação surgiu em denúncia publicada ontem pelo Comércio da Franca. “Os relatos dos funcionários apontam para isso mesmo: um tumulto generalizado que pode acontecer logo, logo.” 
 
Ele também confirmou que 15 agentes locais respondem a processos administrativos instaurados pela Corregedoria, mas nega que o motivo seja o vínculo dos mesmos com qualquer facção criminosa. “O grupo de funcionários com quem conversei na reunião de hoje (quinta-feira), acha inviável o comentário que foi feito a respeito do processo de investigação. O que sabemos é que esses 15 funcionários estão com processos administrativos abertos, mas não há nada declarando que isso seja por envolvimento com facções.”
 
O principal motivo para o “descontrole” dentro da unidade, segundo o diretor, seria a divergência de diretrizes que ocorre devido a gestão compartilhada. O modelo coloca as decisões do centro sob gerenciamento de seus mantenedores, ou seja, a Fundação Casa e Pastoral do Menor. “O fator que mais incomoda os funcionários daqui é o gerenciamento. Eles acham que a ONG faz uma coisa, a gestão faz outra e não há um direcionamento. Esperamos que isso se resolva para que não acabe em um problema pior, porque um tumulto é um problema bem grave”, disse sem mensurar que divergências seriam essas. 
 
Sobre as denúncias de conflitos e agressões, registradas em Boletins de Ocorrência na Polícia Civil, Josimar afirmou ser um assunto relatado pelos funcionários ao Sindicato na oportunidade desta visita.
 
Em nota, a assessoria de imprensa da Fundação Casa negou as denúncias publicadas pelo Comércio, afirmando que as agressões e conflitos ocorridos na unidade são “casos pontuais” e que “repudia qualquer tipo de violência”.
 
O promotor da Infância e Juventude, Augusto Arruda Neto, disse não estar ciente das denúncias, mas que abordará a questão durante uma visita programada para hoje na Fundação Casa.

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