Na edição de 10/10/2013 deste Comércio tratei da escalada empresarial de Soichiro Honda, que, não obstante os vários reveses que a vida lhe reservou, com a sua persistência, acabou por construir uma das maiores empresas do Planeta. Hoje quero lembrar a carreira vitoriosa de Johnny Weissmuller, nascido em localidade pertencente ao antigo império Austro-Húngaro, em 1904. Foi ainda pequeno com os pais para os EUA e se naturalizou norte-americano.
Na infância, Weissmuller contraiu poliomielite e por muito pouco não ficou paralítico. Incentivado pelos médicos, passou a infância e a adolescência nas piscinas e, assim, acabou se tornando um atleta olímpico, ganhando 5 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Paris (1924) e Amsterdam (1928). Consta que ele teria batido dezenas de vezes os recordes mundiais dos 100 e dos 400 metros livres. Venceu também e foi recordista no revezamento 4x200 metros. Além dos feitos mundiais, Johnny Weissmuller ganhou 52 vezes o campeonato nacional de natação dos Estados Unidos.
É, reconhecidamente, um dos mitos da natação olímpica, tendo falecido no México, em 1984. Ao se aposentar como atleta foi contratado pela MGM Empresa Cinematográfica e fez sucesso interpretando o personagem Tarzan, idealizado por Edgar Rice, em seis filmes que ainda podem ser encontrados com facilidade na internet. Para muitos foi o maior protagonista da série.
A trajetória de vida de Weissmuller revela ter sido ele mais uma daquelas pessoas que, recebendo da vida um limão, com dedicação e persistência, acabou fazendo dele uma saborosa limonada. Muitos recebem da vida dezenas de oportunidades, porém, por vários fatores acabam não transformando nenhuma delas em realidade. O resultado positivo para alguns seria sorte, determinação ou a conjugação dos dois fatores?
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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