O Ministério da Saúde divulgou nesta semana, após a realização do Liraa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti), a relação de municípios onde a dengue é preocupante. Franca aparece em “estado de alerta” com um índice de 1,2% de infestação de larvas em domicílios da cidade, durante pesquisa realizada nos primeiros 15 dias de janeiro. Na região, outras cidades como Ituverava, Jeriquara, Orlândia, Restinga e Rifaina também aparecem na lista com índices entre 1 e 2%. A pior situação é de São Joaquim da Barra, com 4,6%, que foi classificada como município em “situação de risco”.
Segundo o diretor de Vigilâncias de Franca, José Conrado Netto, o índice satisfatório nos locais é abaixo de 1% de larvas e o trabalho realizado na cidade visa atingir essa meta com a eliminação dos criadouros do mosquito. “O levantamento é feito em toda a cidade e visa nortear nossas ações. Por meio dele constatamos que os pratos de planta são os recipientes onde mais se encontram larvas”.
Desde o início do ano, foram registrados na cidade 46 casos suspeitos e um caso positivo da doença. O infectado é um menino de dez anos, residente no Jardim Paineiras. “Diante da descoberta do caso positivo fizemos todo o trabalho de bloqueio, até garantir que não houve transmissão da doença”, disse Netto,. “Estamos realmente em alerta, pois qualquer quantidade de água parada é suficiente para a proliferação do mosquito”. No ano passado, a cidade teve 285 casos da doença, 30 deles registrados até março. O índice de larvas chegou a 3,4%.
Para não chegar a esse número em 2014, a Vigilância Ambiental intensificou o trabalho de campo e participará dos dias 24 a 29 da Semana Estadual da Mobilização de Controle da Dengue. Na programação estão previstas palestras em escolas e orientação na Praça da Matriz, nos dias 25 e 26. No dia 29, haverá um arrastão no Aeroporto III com a participação da Pastoral do Menor. “Não podemos deixar o mosquito se reproduzir, por isso a campanha tem como tema Dez Minutos Contra Dengue. Isso deve ocorrer toda a semana, pois corta o ciclo de reprodução do mosquito que dura de sete a dez dias”, finalizou.
Clique na imagem para ampliar:
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
