Em artigo que escrevi no ano passado, ao ensejo dos 174 anos de Batatais, deixei muito claro o meu orgulho em ter nascido e passado a minha infância naquela querida cidade da região da Mogiana onde, também, iniciei e concluí os meus estudos primários e secundários; lá, também, nasceram meus seis irmãos e lá o meu pai, ao lado da minha mãe, ganhou a vida como pedreiro e pequeno construtor; por contingências do destino, mudei-me para Ribeirão Preto e lá construí minha carreira profissional e política sem negar minha origem.
Embora comemorando sua fundação em 14 de março porque, em 1839, o presidente da província de São Paulo, dr. Venâncio José Lisboa, promulgou a Lei nº 128, decretada pela Assembleia Provincial, tornando a freguesia de Batatais uma Vila, Batatais tem muito mais de 175 anos. As primeiras notícias sobre aquela querida cidade datam do final do século XVI quando ela, como “Paragem do Batatais”, era habitada por índios caiapós. Por ela também passou o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, na sua busca de ouro, a caminho de Goiás.O nome Batatais aparece, ainda, em documentos legais na doação de uma sesmaria com esse nome, em 5 de agosto de 1728, pelo governador da capitania de São Paulo, Antônio da Silva Caldeira Pimentel a Pedro da Rocha Pimentel.
No final do século 19, Batatais se tornou um dos focos da imigração italiana quando, então, os Gasparini nela se fixaram. Meu pai Vitório e seus três irmãos (Felício, João e Fioravante) para meu orgulho, conforme relatou-me o jornalista Thomaz Roberto ‘ ativo pesquisador da história batataense - trabalharam, como pedreiros, na construção da Igreja Matriz que, em 2011, completou 60 anos.
Batatais, para mim, portanto — assim como era Itabira para o poeta Carlos Drummond de Andrade — não é apenas um retrato na parede mas, sim, uma presença muito viva na minha memória e no meu coração!
Welson Gaspardini
Deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto
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