Projeto de Lei pretende acabar com os pancadões


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Foto de arquivo mostra ação da PM para evitar pancadão no Distrito Industrial. Vereadores querem lei que limita som de carros
Foto de arquivo mostra ação da PM para evitar pancadão no Distrito Industrial. Vereadores querem lei que limita som de carros
A Câmara Municipal votará, hoje, projeto de lei que restringe a emissão de ruídos por aparelhos instalados em veículos parados em pátios de posto de gasolina, vias públicas ou calçadas. A finalidade é tentar dificultar a realização de pancadões e diminuir as reclamações sobre perturbação de sossego. Proposta semelhante foi regulamentada este ano em São Paulo pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
 
A ideia foi importada e apresentada em conjunto pelos vereadores Adérmis Marini (PSDB), Daniel Radaeli (PMDB) e Márcio do Flórida (PT). O texto proíbe o uso de aparelhos entre 22 horas e 10 horas do dia seguinte, quando o som for superior a 40 decibéis. A regra vale para aparelhos como rádio, televisão, vídeo, CD, DVD, MP3, iPod e celulares. “Fizemos uma audiência pública sobre segurança pública, no ano passado, e este tema foi discutido. Há muitas reclamações relacionadas a perturbação de sossego. Baseados na lei que foi implantada em São Paulo, decidimos apresentar uma proposta para disciplinar o volume de som em Franca”, disse Adérmis.
 
De acordo com o previsto pelo projeto, o dono do veículo que descumprir a ordem para diminuir o volume será multado em R$ 700. O valor dobra na primeira reincidência e quadruplica a partir da segunda vez. O carro e o equipamento podem ser apreendidos até o restabelecimento da ordem pública. O proprietário arcará com os eventuais custos de remoção e estacionamento. “A fiscalização poderá ser feita pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar. Se o projeto for aprovado, a Prefeitura terá 60 dias para fazer a regulamentação. Acredito que será uma medida importante para atender às reclamações”, afirmou o vereador.
 
Quando deu entrada na Câmara, em janeiro, a proposta recebeu críticas de pessoas ligadas a competições de som. Adérmis afirma que a restrição ao barulho é uma necessidade e que o projeto não vai banir este tipo de evento. “Não estamos proibindo a realização e, sim, regulamentando. Os campeonatos de som poderão ser feitos, mas será preciso pedir autorização na Prefeitura e fazer em local adequado. É preciso disciplinar para respeitar a privacidade das pessoas, que têm o direito de descansar”, concluiu.
 
Piscinas
Também está previsto para ser votado, hoje, projeto que obriga a instalação de dispositivos que, em caso de obstrução, interrompam imediatamente o processo de sucção de água em clubes, condomínios, hotéis, academias e demais locais com piscina de uso coletivo. 
 
A proposta, apresentada por Pastor Otávio (PTB), visa a prevenir acidentes. No começo do ano, três crianças morreram no país após serem sugadas por ralos.

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