A CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta pela Câmara Municipal para apurar as quatros mortes suspeitas que ocorreram depois das pacientes terem sido atendidas no Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz” e as condições de atendimento no Pronto-Socorro Infantil começa nesta semana a ouvir testemunhas e envolvidos. Os primeiros depoimentos estão marcados para quinta-feira, 20.
A presidente da CEI, vereadora Valéria Marson (PSDB) e os vereadores Márcio do Flórida (PT) e Daniel Radaeli (PMDB) decidiram convocar primeiro os familiares das vítimas para que detalhem o atendimento prestado e os problemas enfrentados. “Foram as denúncias registradas por eles na polícia que trouxeram à tona as suspeitas de problemas. É importante ouví-los para identificarmos o que aconteceu”, disse Daniel Radaeli.
As oitivas estão marcadas para as 18 horas de quinta-feira, no Plenário da Câmara. A audiência é pública e qualquer interessado pode acompanhar. A CEI, aberta na última terça-feira e tem 120 dias para apresentar o relatório.
Nos últimos meses, quatro mulheres morreram em condições suspeitas depois de serem atendidas no Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz”. O primeiro caso aconteceu em novembro, quando Kelly Souza, de 27 anos, morreu depois de ser operada da vesícula. No início de janeiro, Luara Prieto Ribeiro, 25, faleceu depois de passar oito vezes pelo PS, ser internada duas vezes na Santa Casa e enfrentar duas cirurgias. Em fevereiro, morreu a dona de casa Clésia Novais, 31. A família diz que ela recebeu glicose mesmo sendo diabética. A última morte foi registrada no início de março. A diarista Francisca Firmina da Silva, 47, morreu meia hora depois de receber alta no PS.
No PS Infantil, os problemas estão relacionados à infestação por insetos, roedores e pombos. O próprio diretor administrativo, Ricardo Veríssimo, solicitou a interdição do local, que continua funcionando normalmente.
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