Advogado quer agora fazer um curso de piloto de avião


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Trabalhar com aviões tem sido a realização de uma paixão antiga do advogado Paulo Careta. Ele conseguiu unir o hobby à profissão.
 
A primeira vez que entrou em um avião foi em 1994, aos 14 anos: um voo da Varig com destino a São Paulo. Careta conta que estava a passeio e a primeira reação foi de encantamento e curiosidade. “Naquele momento já sabia que os aviões fariam parte da minha vida.” Não deu outra.
 
Mas Careta não quer mais apenas auxiliar na compra e venda de aviões. Sua admiração por aeronaves é tanta que ele se planeja para, ainda nesse semestre, iniciar um curso de piloto comercial. “Só não comecei ainda por falta de tempo.”
 
Em breve o advogado apaixonado por aviões deve agregar à sua experiência de Direito Aeronáutico o conhecimento prático nas aeronaves e aí o tempo, hoje integralmente destinado aos tribunais e a assessorias jurídicas, deve passar a ser dividido com o cruzar o céu Brasil afora.
 
Retorno
Apesar do número de compra de aeronaves ter aumentado, o de advogados especialistas parece não seguir a mesma crescente. Careta é procurado por clientes dos mais diferentes lugares. Já negociou no Mato Grosso.
 
Apesar do valor dessas máquinas ser bem alto, quando o empresário tem negócios longe de casa, ele se torna interessante, segundo Careta. Um voo de helicóptero de Franca a São Paulo dura cerca de duas horas. De carro, esse tempo é mais do que o dobro. Para pegar um avião, visto que Franca não oferece mais esse serviço, é preciso ir para Ribeirão Preto, e as opções de horário não são tão flexíveis. “Quando tempo é dinheiro, compensa.”

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