Com um constante vai e vem de pessoas, independente da hora e do dia, a Praça Sabino Loureiro, na Estação, esconde uma série de problemas que só quem frequenta o local todos os dias ou trabalha em torno dela conhece. As reclamações vão desde a falta de infraestrutura e sujeira à presença de desocupados conforme relatos feitos por usuários e comerciantes ao programa Hora da Verdade Itinerante, da rádio Difusora AM, que esteve no local no último dia 7. O programa, apresentado por Leandro Vaz com comentários de Corrêa Neves Júnior, visita a cada sexta-feira um bairro diferente.
Transformada em um miniterminal de ônibus, a praça recebe passageiros de todas as linhas circulares da cidade e é o centro comercial do bairro por ter ao seu redor, lojas, farmácias, lotérica, lanchonetes e sorveteria. Com tanta gente circulando, o local deveria contar com uma estrutura básica para acomodar e acolher a população, porém a situação é totalmente contrária.
Faltam banheiros, bebedouros, assentos em número suficiente e até mesmo uma cobertura maior e melhor estruturada nos pontos de ônibus para proteger os usuários. A doméstica Enedina Pereira da Silva disse que o problema se torna mais grave em dias de pagamento e quando chove. “Em data de pagamento, a praça fica mais lotada, você precisa vir pagar uma conta ou alguma coisa e se fica com vontade de ir ao banheiro precisa ‘segurar’. Ninguém gosta de emprestar. Quando chove, a situação também complica, pois você não tem onde ficar e a cobertura do ônibus não resolve de nada.”
Quem também sente falta de um espaço com sanitários e água é o vendedor de picolés Silvio Rigoni. Ele trabalha há 30 anos na região e precisa sempre contar com a solidariedade de comerciantes para usar o banheiro e beber um copo d’água. “Venho aqui de segunda a sábado e sinto falta dessa estrutura que tem lá no Centro, por exemplo.”
Outro problema levantado pela dona de casa Nilza Neide Leandro Cotrin é a falta de reparos no calçamento. Na praça, há diversos buracos causados pela retirada das pedras da calçada, que ficam sem ser repostas.
Os comerciantes
Para os comerciantes em torno da praça, a falta de banheiros e bebedouro também é um problema. Segundo Sinclair Martins Costa, dono de uma loja de vestuário, as pessoas recorrem aos comerciantes por não terem outra alternativa na hora da necessidade. “É um sofrimento. A praça tem um movimento grande de pessoas e não há sequer um banheiro e um bebedouro.”
Dono de uma sorveteria na praça, José Baltazar Taveira calcula que diariamente em torno de 40 pessoas pedem para usar o banheiro do estabelecimento, que por ser privativo e de uso dos funcionários é negado. “As pessoas ficam bravas, mas o banheiro fica no interior da sorveteria.” De acordo com Taveira, os pontos de ônibus provisórios na praça existem há 16 anos e durante esse período não foi feito nenhum investimento no local. “Nenhum prefeito olhou para a Estação. Essa praça não recebe benfeitoria há muito tempo. A situação dela é uma falta de respeito com a população.”
Lixo
O que era para ser uma floreira e fazer parte do paisagismo da praça tem sido usado como lixeira pelos frequentadores do local. A poucos passos dos latões de lixo que existem na Sabino Loureiro, dezenas de papéis e embalagens se acumulam em um cercado construído para receber flores. Na opinião do pespontador Lúcio Carvalhim, além de um trabalho de conscientização com os usuários da praça, a Prefeitura deveria ampliar o número de lixeiras e colocar guardas municipais para evitar que as pessoas joguem lixo em lugar errado.
Desocupados
Alvo de preocupação e desconforto aos frequentadores da Estação é a presença de desocupados no local. São moradores de rua e usuários de drogas e álcool que perambulam pela praça e incomodam quem aguarda ônibus. “A gente fica incomodado, com medo. Eles ficam sentados bebendo e sujando a praça. Além do cheiro ruim”, disse a faxineira Telma Amaral, que todos os dias aguarda na praça o ônibus de volta para casa.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.