Cidade sob duas rodas


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A bicicleta é um meio de transporte econômico e sustentável, sem emissão de gases tóxicos ao meio ambiente, além de saudável. No mundo todo, é apontada como uma alternativa à mobilidade cada vez mais difícil nos grandes centros. Indaiatuba, cidade de 210 mil habitantes próxima a Sorocaba, tem mais bicicletas do que carros. Com média de uma bicicleta para cada 1,6 habitante, a cidade totaliza 130 mil bicicletas ante 94 mil automóveis. Os dados foram publicados esta semana pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam). A topografia da cidade favorece, a população é formada em grande parte por trabalhadores e estudantes e o uso das duas rodas tem o incentivo do poder público. A área urbana conta com 13 quilômetros de ciclovias e 12 quilômetros ciclofaixas (área especial delimitada na mesma pista dos carros). E outros 20 quilômetros estão em estudos para ampliação. 
 
O projeto Ecobike em Indaiatuba tem contribuído com as estatísticas da cidade em relação ao uso de bicicletas. Lançado em julho de 2012, empresta gratuitamente bicicletas para as pessoas cadastradas. São disponibilizadas 200 bicicletas ecológicas, que têm os quadros confeccionados com material reciclado. Dessas, dez possuem cadeirinha para o transporte de crianças e cinco são duplas, para passeios em família. Desde o início, o projeto já emprestou 35 mil vezes. As estações funcionam todos os dias. O tempo máximo de uso é de quatro horas seguidas, que podem ser renovadas e a bicicleta pode ser devolvida em qualquer estação de empréstimo. “A aceitação do projeto por parte da população foi muito boa”, diz o secretário municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, José Carlos Selone.
 
OS na Fundação Casa? A Assembleia Legislativa iniciou esta semana discussão de uma ideia no mínimo polêmica. O projeto de Lei Complementar 62/2013, do Executivo, determina que a gestão da Fundação Casa passe para o modelo de Organizações Sociais (OSs). Unidades de conservação ambiental serão geridas pelo mesmo modelo, se o projeto passar. A iniciativa tramita em regime de urgência. A bancada do PT, que é contra a aprovação, tenta obstruir os trabalhos com pedidos de verificação. 
 
Resíduos sólidos: Mais de 19% dos municípios brasileiros entregaram Plano de Gestão de Resíduos Sólidos ao governo federal, mas isso não garantirá às prefeituras o direito de receber recursos federais. O tema foi abordado em matéria do jornal O Estado de S. Paulo e provocou reação de lideranças municipalistas, que denunciam ausência de recursos e capacitação técnica nos municípios para enfrentar os desafios da legislação sobre o assunto. Entidades protocolaram junto ao Congresso Nacional pedido de alteração da lei e novo prazo, que vence a 2 de agosto. 
 
Infância apoiada: Boas práticas que beneficiam a primeira infância podem ganhar destaque com o “Prêmio Criança”, da Fundação Abrinq. Podem concorrer iniciativas de organizações sociais ou empresas que tenham como público crianças de zero a 6 anos de idade, gestantes e parturientes. As inscrições estão abertas até o dia 11 de abril. 
 
Áumento na conta de luz: O consumidor final é quem pagará a conta da elevação de potência das usinas termelétricas, cuja energia é mais cara. A medida teve que ser tomada devido ao baixo nível dos reservatórios de usinas hidroelétricas. Os reservatórios em situação mais crítica são os que abastecem as regiões Sudeste e Centro-Oeste. 
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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