O modernismo vem ameaçando de extinção algumas carreiras. Como antigamente os homens usavam terno até para ir ao cinema, os alfaiates existiam em muito maior número. Hoje são muito poucos. Consertadores de relógio vão desaparecendo, pois fica mais barato comprar um relógio novo, em qualquer barraca. E assim, várias outras profissões. Pois acreditem que até o rádio está se transformando e reduzindo a oferta de trabalho. Grande parte das emissoras, especialmente as FMs, que apenas tocam músicas, já dispensaram os operadores de som, obrigando os próprios locutores a operarem. Muitas rádios AM também eliminaram parte deles, ficando apenas nos programas que requerem esse apoio. Quase não há necessidade de divulgadores de novos lançamentos, já que a internet oferece qualquer música. O pior foi a desenfreada ocupação de espaços na rádio e TV por igrejas. Programações inteiras foram substituídas por programas religiosos, ocupando o espaço que deveria ser dos radialistas. Aliás, o governo deveria impedir isso. Se a pessoa que recebeu uma concessão de rádio não quer mais manter uma programação, teria que perder esse direito, passando a quem seja do ramo. Mas, a maior parte das concessões pertence a políticos ou testas de ferro deles, que pensam só em dinheiro e por isso vão acabando com programas de informação e entretenimento. Franca ainda é exceção em rádio AM, mas por aí afora está praticamente acabando ou virando retransmissoras de programas religiosos. Uma pena.
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