Maconha


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O Uruguai legalizou a maconha. Regulará produção, distribuição e venda para uso recreativo, industrial e medicinal. Também, importação de sementes e exportação. Para o jornalista Carlos Sardenberg, consumidores serão estatizados. Para comprar, o maior de 18 anos precisará cadastrar. Terá assim, carteirinha de maconheiro, podendo comprar até 40 cigarros/mês. Poderá, ainda, plantar e processar a própria erva. 
 
Sabe-se que a droga vicia e prejudica o desempenho das atividades físicas, psíquicas e intelectuais. Companhias aéreas, empresas de ônibus, construtoras, fábricas com equipamentos complexos terão argumentos para recusar maconheiros. Quem vai querer viajar de avião sabendo que o piloto é, oficialmente, maconheiro? 
 
De outro lado, será criado novo ‘emprego’, o de maconheiro a serviço de um novo patrão, o traficante. Quem quiser ganhar dinheirinho sem trabalhar, é só inscrever-se como maconheiro, plantar e passá-la ao traficante. O complexo estatal da maconha será grande negócio. O governo vai ter de criar instituições de controle, cargos etc., ou seja, cargos e dinheiro serão disputados por políticos.
 
Será impossível evitar que, na esteira da liberação, venham outras drogas. Em fórum internacional da ONG Viva Rio (O Globo, 07/12/13), a médica Raquel Peyraube, assessora do governo do Uruguai, propôs distribuição de cachimbos de vidro para usuários de crack e salas para uso seguro da droga. Já o senador petista Eduardo Suplicy disse ter anteprojeto de lei visando descriminalizar e regulamentar uso de todas as drogas usadas por dependentes químicos no Brasil, mas só vai apresentar no Congresso de 2015 para não criar conflitos nas eleições deste ano. Reconhece, então, que a medida é impopular, mas, para democracia do PT, o que menos importa é o que o povo quer.
 
Gregorio Vivanco Lopes
Advogado

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