Este é o título de interessante artigo de autoria de Reinaldo José Lopes, no caderno ‘Ciência’, da Folha de S. Paulo, edição de 25/01/14, no qual o autor relata pesquisa realizada pelo libanês Ara Norenzayan, da Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, segundo a qual a presença de símbolos representando Deus nas paredes de um recinto onde se realizam jogos tende a tornar os jogadores tanto mais honestos quanto rigorosos com os infratores.
Diz o texto que, por isso mesmo, o pesquisador defende que as grandes sociedades precisam de grandes deuses, de deuses rigorosos, para punir os malfeitores, criando o temor do sofrimento após a morte. Sem pretensão de negar o objeto da pesquisa, entendemos que se trata de uma antropomorfização de Deus, como na infância das nossas crenças.
Já, para a Doutrina Espírita, todos temos a certeza instintiva da existência de Deus espírito, desde os povos primitivos até as mais avançadas civilizações. Considere-se uma razão muito simples: qual a autoria do universo que habitamos? Se não foi o homem, quem o construiu? Se todo o efeito tem uma causa, como afirma a ciência, qual foi a causa que deu origem à infinitude?
Como diria Eurípedes Barsanulfo, o mestre e apóstolo sacramentano da caridade, ‘o universo é obra inteligentíssima.’ Ora, se o efeito é inteligentíssimo, a causa há de ser inteligentíssima! Que lhe demos o nome que quisermos, Tupã, Alá, Grande Arquiteto, Deus, não importa. A lógica e, porquanto, a razão nos impõem que admitamos uma geratriz para tudo, inclusive para o homem (ou espírito), que pensa.
Quem sabe, seja esse o motivo de uma grande parte dos cientistas inclinar-se a admitir que houve uma intenção no projeto do Universo? Para a questão número um de O Livro dos Espíritos, ‘Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.’ Demais, dissera Jesus à Samaritana ‘Deus é Espírito...’, daí a impossibilidade de ser representado.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.