Idosa pode ter sido morta por engano


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Sapateiro Eliseu Venceslau foi ontem à delegacia e deu sua versão para o caso
Sapateiro Eliseu Venceslau foi ontem à delegacia e deu sua versão para o caso
O pivô da história que culminou na morte da aposentada Ana Cecília Macedo, 69, prestou depoimento na manhã de ontem. O sapateiro Eliseu Venceslau da Silva, 44, confirmou ter mantido um relacionamento com Paloma Martins Bastos, 43, aposentada casada que confessou o assassinato da idosa. O ex-amante negou acusações de estupro e afirmou que Paloma matou Ana Cecília por engano. “Ela (a) confundiu com a mulher do pastor que participou do tal ritual, o que na verdade era uma oração.” Ana Macedo não estava no local. 
 
Acompanhado da mãe, do filho e de um pastor, Silva compareceu ontem à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para prestar depoimento. O sapateiro disse que conheceu Paloma durante um baile de forró. Os dois começaram a se relacionar e ela passou a frequentar sua casa, onde almoçava, jantava e, às vezes, dormia. O sapateiro disse que, no início, não sabia que Paloma era casada. “Ela disse que estava separada. Só que descobri que continuava morando com o marido. Foi quando pensei em separar. Ela sentiu que eu estava me afastando e mudou seu comportamento”, comentou.
 
No último dia 25 de fevereiro, por insistência dela, que ameaçou fazer um escândalo, ele a levou para sua casa, onde pastores e crentes estavam reunidos. Desconfiado de suas atitudes, ele declarou que a submeteu a uma revista, encontrando uma faca. “Naquele dia, ela insistia para que saíssemos. Desconfiei. Quando achei a faca, veio a certeza de que ela pretendia me matar.”
 
Após descobrir a faca, segundo ele, Paloma passou a agir como louca. “Ela ficou completamente descontrolada. Foram necessárias cinco pessoas para segurá-la. O que todos fizeram naquele dia não foi um ritual, mas orar para que ela se acalmasse, o que ocorreu”, afirmou. Durante a oração, um par de algemas foi localizado na perna direita de Paloma.
 
O relacionamento durou quatro meses e o último encontro ocorreu na noite de sexta-feira (28 de fevereiro). Eles foram a um motel, onde, segundo Silva, a mulher se armou com uma garrafa de champanhe e tentou agredi-lo. “Sai do quarto para pedir ajuda. Ela quebrou o meu carro. A polícia chegou e ela me acusou de estupro. Depois disto, mandei ela sumir da minha vida”, contou. Silva negou veementemente ter estuprado a mulher durante os meses de relacionamento.
 
Idosas confundidas
No dia 7 de março, quando Paloma teria matado Ana Macedo com uma faca após ir à casa de Eliseu Silva, ele não foi almoçar em sua residência por que estava sem carro e chovia. Sua mãe saiu cedo. “Ela (mãe) pressentiu que não deveria ficar, pegou minha sobrinha e foi para o cabeleireiro”.
 
Sobre o crime, ele acredita que qualquer um que estivesse em casa, naquele dia, ela (Paloma) pegava. Acabou sendo a idosa que residia nos fundos. “Ela achou que a senhora estava no grupo de orações e a confundiu com a mulher do pastor. A senhora (Ana Macedo) evitava conversas. O negócio dela era ir à igreja, fazer suas comprinhas e ficar em casa. Ela morreu inocente”, acredita. Eliseu Silva foi ouvido como testemunha e liberado.  
 

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