A onda de explosões a caixas eletrônicos na região de Franca tem causado transtorno à população mesmo após o encerramento das ocorrências. Em pelo menos quatro cidades, os equipamentos não foram substituídos e os clientes encontram dificuldades para realizar um simples saque.
A mineira Ibiraci é uma das que enfrentam o problema. A principal agência bancária da cidade, a do Banco do Brasil, foi atacada no final do ano passado e, dois meses depois, os moradores continuam sem caixa eletrônico. Para realizar as operações bancárias, é preciso agora ir até o caixa interno ou procurar um correspondente bancário.
A gerente da casa lotérica da cidade, Miriam Cordeiro da Silva, disse que se tornou frequente a ocorrência de fila no estabelecimento e a reclamação por parte dos usuários. “Desde que a explosão ocorreu, a fila na lotérica está maior; e no banco, o atendimento também tem demorado. Está terrível.”
Se não bastasse a espera, os saques e pagamentos de boletos na lotérica são limitados, respectivamente, a R$ 500 e R$ 700. “É um sofrimento para a população, principalmente nos primeiros dias do mês”, completou Miriam.
Em Itirapuã, a falta de caixas eletrônicos se arrasta há quase três meses e revolta quem precisa do serviço. A cidade teve caixas dos bancos Brasil e Bradesco explodidos antes do Natal e, desde então, para realizar algum pagamento ou saque é necessário esperar pelo atendimento interno, procurar o correspondente bancário ou se dirigir até a agência mais próxima, que no caso fica na cidade vizinha de Patrocínio Paulista.
Segundo o pintor Hugo Ferreira, 33, para fazer o que levava menos de dez minutos no caixa eletrônico, atualmente se gasta mais de uma hora para resolver. “O Correio funciona como correspondente, mas não dá conta de atender toda a demanda. Se antes era complicado, agora ficou ainda mais”, reclamou.
Situação semelhante ocorre na cidade de Restinga, onde foram registradas duas ocorrências no mês de janeiro, no prazo de 22 dias. Desde então, a população da cidade está sem atendimento nos caixas eletrônicos. “O banco está analisando o histórico da agência para ver se é possível a recolocação”, disse um funcionário do Bradesco, que preferiu não se identificar. A outra agência é do Santander.
Em Rifaina, os caixas eletrônicos do Banco Bradesco foram explodidos no último dia 7 e ainda não há previsão de quando os equipamentos serão substituídos.
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