Cinco médicas cubanas são as novas integrantes da equipe da rede pública de Saúde de Franca. Zoelia Cassola Lopez, Yusmalvis Torres Hierrezuelo, Yudelkis Batista Hernandez, Yalitza Suarez e Maribel Batista González foram recepcionadas na tarde de ontem no auditório da Secretária Municipal de Saúde. As profissionais, que fazem parte do Programa Mais Médicos do Governo Federal, devem começar a atuar em dez dias nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do Parque do Horto, São Sebastião, Aeroporto III e Aeroporto I - esta última será beneficiada com duas profissionais.
Mesmo com a negativa do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), as quatro recentes mortes após atendimentos no Pronto-socorro Municipal e na Santa Casa mostram que cubanas chegam à Franca em meio a um caos na Saúde Pública. A vinda delas não deve contribuir para a resolução da situação, já que as profissionais podem atuar exclusivamente na atenção básica e o município necessita de um número bem maior de profissionais para tentar estabilizar a rede. “É uma briga constante. Tenho a impressão de que 40 a 45 médicos é um número bom para darmos uma estabilizada. Isso não quer dizer que existam pessoas sem atendimento. É o inverso. (...) É uma busca incessante de médicos”, disse o prefeito.
O contrato firmado entre o governo e a Prefeitura prevê que as médicas prestarão atendimento à população 32 horas por semana e terão mais oito horas para se dedicarem a estudos e aperfeiçoamento profissional.
Mais ataques
As médicas chegaram ontem de São Paulo, onde participaram de um curso de adaptação e receberam aulas de português, direto para a cerimônia de apresentação. Aparentemente cansadas, elas nada falaram com a imprensa, devido, segundo elas, uma determinação do Ministério da Saúde.
Durante a cerimônia, Alexandre pouco falou do Mais Médico e usou quase a todo seu discurso para tecer críticas ao GCN que, segundo ele, joga a população contra os profissionais da Saúde.
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