Marido da acusada de assassinato sabia que ela tinha um amante


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Paloma dá entrevista na sede da DIG para contar sua história
Paloma dá entrevista na sede da DIG para contar sua história
O marido da mulher que matou a aposentada Ana Cecília Macedo, 69, sexta-feira, 7, sabia das traições. O vendedor Eurípedes Balsanulfo Bueno, 55, disse À polícia que não se importava com as “saídas” de Paloma Martins Bastos, 43. Ele alegou que há muito tempo, mesmo morando juntos, eles já não eram mais “marido e mulher”. “Eu a tinha como uma filha”, revelou Bueno aos investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.
 
Nenhum dos dois soube informar com exatidão, mas eles estavam juntos desde que Paloma tinha entre 16 e 17 anos de idade. Nenhum filho surgiu da união, e o relacionamento, com o passar dos anos, foi “esfriando”. Bueno disse que deixou de cumprir “as obrigações de marido” e passou a dormir sozinho no sofá da sala. A mulher, segundo ele, nunca teria reclamado. Depois, Paloma descobriu ter um problema cardíaco, passou a usar marcapasso e se aposentou por invalidez. 
 
Desde novembro do ano passado ela mantinha relacionamento extraconjugal com um sapateiro de 44 anos, do Riviera. No último dia 1º de março, Paloma acusou o amante de estupro. Seis dias depois decidiu matá-lo. Foi até sua casa e, como não o encontrou, resolveu tirar a vida da idosa de 69 anos que residia nos fundos do imóvel do amante. A vítima teria lhe furado com agulha durante um “ritual” feito para tirar “o demônio do seu corpo”. O sapateiro, a mãe dele e a idosa assassinada, de acordo com versão de Paloma, teriam participado. 
 
Mulher falou do crime
Balsanulfo Bueno revelou que no domingo, 9, em Delfinópolis (MG), durante passeio, Paloma lhe disse que tinha matado uma mulher. O vendedor, segundo os policiais da DIG, não acreditou que a companheira, com quem estava junto há quase 27 anos, pudesse cometer o crime. 
 
O vendedor foi preso em flagrante por receptação. Ele estava de posse do celular roubado da idosa. O aparelho foi um “presente” de Paloma, entregue durante a viagem à Minas Gerais. Na ocasião, ela disse que o “achou”.
 
O casal está preso temporariamente, ou seja, por 30 dias. No decorrer da próxima semana, a DIG tomará outros depoimentos, incluindo o do amante de Paloma. Ele já foi intimado. 
 
 

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