Motociclista mata idoso no Petrópolis e finge ser garupa para fugir da polícia


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O 5º Distrito Policial identificou e indiciou o piloto da moto que matou o lavrador Eurides Quirino Prado, 57. O acidente ocorreu por volta das 6h30 do dia 13 de fevereiro, nas proximidades da casa da vítima, no City Petrópolis. Prado morreu três dias depois na Santa Casa de Franca. 
 
No dia do acidente, a mulher do auxiliar de almoxarifado Fábio dos Reis André, 29, que era vizinho de bairro do lavrador, disse a PMs que o marido estava com um mototaxista. O auxiliar, que também foi socorrido inconsciente, posteriormente, confirmou que seria passageiro. Esta semana, acompanhado de advogado, ele voltou atrás. Assumiu que pilotava o veículo envolvido no desastre e explicou ter mentido por não ser habilitado. “A princípio, ele negou envolvimento (no acidente). Mas tudo começou a ser esclarecido a partir do momento que os investigadores passaram a ouvir testemunhas que chegaram ao local dos fatos”, disse o delegado Helder Rodrigues, titular do 5º DP, responsável pela apuração dos fatos.
 
“Elas (testemunhas) encontraram a vítima (Prado) sangrando pela boca e ouvidos. Ao lado, desmaiado, estava um rapaz (André) e, próximo, uma moto, colocada em pé por causa do vazamento de gasolina”, lembrou o investigador Reginaldo Calil, que ao lado do também investigador Wilson Araújo, trabalhou no caso.
 
Nos primeiros depoimentos, o auxiliar de almoxarifado continuava afirmando que era passageiro de um mototáxi. Ele dizia ainda que, apesar de ter uma moto em seu nome (os investigadores obtiveram esta informação através da Ciretran), não a pilotava por não ser habilitado.
 
“Onde estava o condutor da moto? Como ele insistia na versão, lhe falamos da diferença entre homicídio culposo e doloso. Depois de conversar com seu advogado, ele resolveu confessar”, comentou Calil.
 
Fábio André disse que na manhã do dia 13 de fevereiro estava atrasado para entrar no serviço. Na avenida São Pedro, atingiu a bicicleta da vítima. Ele declarou em interrogatório que mentiu por não ser habilitado para condução de motocicleta.
 
O veículo foi apresentado, periciado no IC (Instituto de Criminalística) e liberado. Agora, o delegado Helder aguarda os laudos do IML (Instituto Médico Legal) para concluir o inquérito. André foi indiciado por homicídio. Culposo ou doloso? O delegado só definirá ao término do inquérito. Fábio André responde a inquérito em liberdade. 
 
Quanto ao lavrador, no dia dos fatos, estava a caminho da fazenda onde trabalhava, nos fundos do City Petrópolis. Após o acidente, ele foi levado para a Santa Casa e morreu, sendo sepultado em Rifaina.

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