Mulher confessa ter assassinado idosa por vingança


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Policial civil leva Paloma Bastos, 43, à sede da DIG de Franca onde ela deu entrevista e explicou os motivos que a levaram a matar uma aposentada de 69 anos em casa no Jardim Riviera
Policial civil leva Paloma Bastos, 43, à sede da DIG de Franca onde ela deu entrevista e explicou os motivos que a levaram a matar uma aposentada de 69 anos em casa no Jardim Riviera
A mulher casada que denunciou o amante por estupro na madrugada de 1º de março, matou a aposentada Ana Cecília Macedo, 69. A também aposentada, mas por invalidez, Paloma Martins Bastos, 43, do Parati, em Franca, confessou o assassinato da idosa e justificou ter sido por vingança.  O marido dela, vendedor autônomo Eurípedes Balsanulfo Bueno, 55, foi preso em flagrante por receptação. Ele estava de posse do aparelho celular de Ana, um “presente” da mulher. “Morto não precisa de celular”, disse Paloma para justificar por que levou o aparelho após o assassinato e o deu ao companheiro.
 
Ana, que morava sozinha em Franca há mais de 15 anos, foi localizada morta por vizinhos no sábado, 8. O corpo, que tinha um corte profundo no pescoço, estava no interior do banheiro da casa de fundos que ela alugava na rua Luiz Puglia, no Riviera. O imóvel foi todo revirado, o que, a princípio, transparecia que fosse caso de  latrocínio (roubo seguido de morte).
 
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais), através do Setor de Homicídios, esclareceu o crime na noite de terça-feira. “A investigação tinha informações de que ela (Paloma) esteve nas imediações (do local do crime). Como ela já tinha mantido um relacionamento amoroso com o rapaz que mora na casa da frente, os policiais (investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares) passaram, então, a tentar localizá-la. Isso ocorreu na terça”, disse o delegado Márcio Murari.
 
Localizada a residência da suspeita no Paraty, policiais foram ao local. O marido dela os recebeu. Bueno estava com o celular de Ana. No início, disse que o aparelho era dele há mais de um ano, mas depois admitiu ser um presente de Paloma, recebido no domingo. O vendedor recebeu voz de prisão por receptação. O flagrante era realizado quando a polícia voltou à casa por volta das 20 horas. Paloma arrumava uma mala para fugir.
 
“Inicialmente ela negou, mas depois assumiu a autoria (do crime). Ela disse que teve um problema com um rapaz e resolveu se vingar. Como não encontrou nem o rapaz e nem a mãe, resolveu, então, atacar a mulher que residia na casa dos fundos, por que ela (Ana) teria participado de um suposto ritual de exorcismo”, comentou Murari. 
 
Em entrevista, ela disse que foi alvo de um grupo de “crentes” por estar com o “demônio no corpo”. Entre outros estavam o amante - descrito como muito ciumento -, a mãe dele e Ana. 
 
O assassinato ocorreu no final da manhã de sexta-feira, 7. Após comprar a faca usada no crime, Paloma pediu que ela fosse amolada. Ao chegar na casa do amante, a quem acusa de estupros repetidos durante quatro meses, pulou o portão e ficou esperando ele e a mãe. Ninguém apareceu e ela resolveu matar Ana. Segundo Paloma, a “velha” (como se refere) tentou “tirar o demônio do seu corpo” dando-lhe agulhadas no dia do ritual mencionado. “A vítima não queria abrir a porta (de casa), mas abriu. Ela (Paloma), então, a pegou e a levou até o banheiro, onde cortou seu pescoço e aguardou que morresse. Para justificar um assalto, ela revirou a casa”, acrescentou o delegado.
 
Paloma foi indiciada por homicídio doloso (quando há intenção de matar). O marido, por receptação. Ambos tiveram prisão decretada. A polícia ainda procura a faca usada no crime e deve ouvir o amante e sua mãe.

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