O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Luiz Fernando Nascimento, acusou ontem o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) de ser “arbitrário”. Isso porque o tucano tentou passar pela Câmara um projeto de lei para conceder aumento de 4,97% aos servidores, sem discutir com a categoria. Os servidores pedem 15% de reajuste, entre outras reivindicações.
A notícia de que o prefeito havia protocolado o projeto, na manhã de ontem, com o intuito de que fosse apreciado pelos vereadores em caráter de urgência deixou Nascimento furioso. “Fui à Câmara, usei a tribuna e pedi para os vereadores não aceitarem. As reivindicações precisam ser discutidas. O prefeito está sendo arbitrário, está desrespeitando o funcionalismo”, disse.
Depois do episódio, começaram as negociações. Alexandre concordou em receber em seu gabinete os representantes do sindicado, mas cedeu pouco ou quase nada. A reunião, que durou duas horas, deverá continuar na tarde de hoje.
“Algumas reivindicações dá para atender, outras não dá e a gente explica o porquê. Outras coisas têm impedimento financeiro ou jurídico, mas já concordamos com o PDV (Plano de Demissão Voluntária) para os servidores aposentados”, disse Alexandre. Ele nega querer decidir sozinho o reajuste e diz que o projeto de lei foi enviado à Câmara para ser votado na próxima semana, para que “houvesse tempo hábil” para discussões com o sindicato.
Alexandre não quis negociar a porcentagem de aumento salarial que pretende conceder aos servidores. Estacionou nos 4,97%, alegando que em caso de aumento superior a este irá descumprir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
O presidente do sindicado avaliou a reunião como “positiva”, mas revelou que não aceitará que a administração ignore algumas reivindicações, como o cumprimento da lei que garante faltas abonadas aos servidores. Ainda destacou que o aumento nos vencimentos proposto por Alexandre é menor que o reajuste concedido no ano passado, que foi de 5,91%. Nascimento acredita que a categoria não aceitará os 4,97% e não descarta a possibilidade de greve.
Tímidos avanços
Além de concordar com o PDV, a administração admitiu que será necessário aumentar o abono escolar, mas não definiu o valor ainda, e estuda a viabilidade de conceder um cartão alimentação aos servidores.
Campanha salarial
Dentre as reivindicações da campanha salarial de 2014 estão 32 cláusulas. Além do aumento de 15% (sendo 9,74% de reajuste salarial e 5,26% de reposição inflacionária, medida pelo INPC/IBGE), os servidores querem elaboração de plano de carreira, redução na jornada de trabalho, entre outras.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.