Soluções ecológicas


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O mês de fevereiro último foi tomado pela notícia de que a maior usina solar do mundo começou a gerar eletricidade suficiente para abastecer cerca de 140 mil lares da Califórnia. 
 
A Ivanpah Solar Electric Generating System é uma usina térmica, composta de 300 mil espelhos usados para coletar a luz do sol, ocupando 13 km2, e podendo gerar 392 MW de energia. Está localizada no deserto de Mojave, que conheço bem. Morei lá  por quase um mês por conta do satélite brasileiro. 
 
O mais importante é que esses domicílios deixam de gerar 400 mil toneladas (métricas) de CO2 por ano. 
 
Não tão menos importante, do custo de 2,18 bilhões de dólares, 1,6 bilhäo foi empréstimo do Departamento de Energia. Não está incluída a distribuição, mas, de qualquer modo, exemplo a ser seguido pelo Brasil. 
 
Considerando a presente situação das nossas represas e a inoperância do setor elétrico do governo federal, pesquisei o custo de geradoras de energia elétrica e equipamentos inversores (grid-tie), que permitem gerar e jogar a energia na tomada da casa. 
 
Uma placa de 240W custa cerca de R$ 1 mil e uma inversora para 1000W, outro R$ 1 mil. Teremos 960 W! Se houver isenção de impostos, poderia-se chegar a kits de R$ 3 mil. 
 
Se o governo investisse R$ 1 bilhão, instalaríamos um milhão de kits, gerando até 900 MW, equivalente a usina nuclear Angra I, sem perdas de transmissão Independente do governo, quem tem poupança e mesmo pequenos empresários deveriam pensar em investir nisso
 
Não custa lembrar que na Alemanha, Espanha, Itália e EUA tem política de incentivo. 
 
Aqui, temos uma média anual de radiação de até 2.300 kWh/m2, conforme o Atlas Solarimétrico, da Eletrobrás. Senadores, deputados e vereadores, que tal acordar o executivo? 
 
Enviei essas contas rápidas à presidenta Dilma, mas o site da presidência não aceita colagem de texto. 
 
Reenviei, então, ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin...).
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

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