Teve um alívio, na manhã deste sábado, o sofrimento de José André Sá Teles, 64, e Carmem Fernandes, 49, moradores do Jardim Aeroporto III e pais da jovem Ozânia Fernandes Sá Teles, 15, encontrada morta no dia 4 de fevereiro em Capetinga (MG). Enterrada como indigente no mesmo dia em que o corpo foi encontrado, estrangulado em uma mata, Ozânia foi reconhecida através de fotos pelos pais dois dias depois. Desde então, José André e Carmem lutavam para poder enterrar a filha em Franca e para tirar a incomoda palavra “indigente” de sua certidão de óbito.
Os pais da jovem que, segundo a polícia, tinha envolvimento com drogas e trabalhava como garota de programa, são simples e não concordavam com a vida que a filha vinha levando. Ao Comércio, Carmem contou que “perdeu” a filha para as más companhias quando deixou de levá-la e buscá-la na escola. Na época, a mãe disse que Ozânia tinha vergonha de ser a única jovem a ter vigilância materna. Carmem cedeu e a filha se envolveu com drogas. Cleiton dos Reis Ribeiro, 29, morador de Franca que matou Ozânia após a ter contratado para um programa, confessou o crime e já está preso.
Os pais da adolescente tinham dois desejos após a morte da menina: que o assassino fosse preso e que pudessem dar um enterro digno a ela. José André e Carmem conseguiram as duas coisas.
Era por volta das 9 horas de sábado, 8, quando chegaram ao cemitério Santo Agostinho acompanhados de poucos familiares: algumas tias, uma prima e um cunhado. Minutos depois o carro da Funerária Santa Bárbara entrou no local com o corpo de Ozânia. Pai e mãe choraram muito.
Com a ajuda do vereador Laercinho (PP), que se comoveu com o pedido dos pais no programa Hora da Verdade, da Difusora, na época do crime, conseguiu que a exumação do corpo fosse autorizada em Minas. Sob forte emoção dos pais, Ozânia foi enterrada. Carmem e José André, de mãos dadas rezaram um Pai Nosso pela filha.
Homem de poucas palavras, José André fez questão de agradecer aos que ajudaram a trazer o corpo da filha. “A tristeza vai ficar para sempre, mas pelo menos agora sabemos onde nossa filha foi enterrada”, disse.
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