Sábado passado, para motivar a que ‘continuemos pensando, e preocupados,’, mostrei aqui uma fictícia entrevista com Marcola, chefe de facção criminosa, escrita pelo jornalista Arnaldo Jabor. Deixei, pelo menos na ocasião, de abrir espaços para as manifestações dos leitores Roberto Pires Silveira e Mirto Felipin, dois petistas declarados que comigo vinham se degladiando.
Continuasse, tenderia a tornar este espaço, depositário de opiniões recorrentes nossas, eu tentando dizer que minhas opiniões políticas não importam — sim, claro, as tenho, mas para cá não as trago para não perder o foco da série ‘A culpa é nossa’, tribuna sobre virtudes ou deficiências que, como cidadãos, observamos em sociedade — e eles, que, embora me honrem com provocações, dizendo o contrário. Mirto postou comentário quando viu que o assunto que alimentou as ‘partes’ I e II desta série, não teve sequência. Metralhou, descontente com o fim de nossa ‘batalha pessoal’: ‘depois da não publicação do meu comentário sobre o seu comentário sobre o meu comentário, comecei a entender o que é ser editor de opinião. Em outros tempos o nome era outro, mas a função, parece, continua a mesma. Abraço do Mirto’.
Ao ‘dissimulado’ com o qual Roberto Silveira me brindou, Mirto me titulou ‘censor’. Olhares coloridos geram erro. Eu já tinha dito a Roberto que minhas convicções políticas não importam. Mirto fica sabendo agora, vendo aqui seu texto, que julgou censurado.
Aliás, para que não diga que deixei para lá outra das incontáveis postagens que envia — há, sim, relevância quando fala sem ‘estar frustrado, só consciente’ — mostro, na sequência, o que ele pensa sobre a saúde pública local, a partir do que leu neste Comércio sobre quatro mortes suspeitas após passagens pelo PS, este sim, o tema — triste — do momento. Quem sabe se outros Robertos e Mirtos, e que se perguntam porque esses falam tanto, e eles, nada, decidam-se a participar também. Fim ao silêncio dos bons!
FATALIDADES? : “Fatalidade mesmo é continuar refém de política municipal que nunca priorizou saúde nem educação infantil, investindo em viadutos e de resultado duvidoso, ao invés de voltar sua atenção para a necessidade de creches e de priorizar a contratação de corpo hospitalar competente para atender no majestoso Pronto Socorro municipal, que honra apenas o primeiro nome — ‘Pronto’ —, mas não dá a mínima pro (sic) segundo, ‘Socorro’. Mas, lidar com seres humanos dá trabalho, né Prefeito?”. (Mirto Felipin)
SOBRE ESTA SÉRIE: “Acompanho esta coluna há tempos, e vejo nela, pertinência capaz de remeter à reflexão e raciocínio. A série ‘A culpa é nossa’ aborda questões de vital importância para nós que votamos. Infelizmente, Luiz Neto tem sido abordado por tipicamente ‘petistas’, acusando-o de dissimulado por ‘não se posicionar politicamente’. Ora, Luiz não tem que se posicionar! Jornalista deve ser isento, mesmo porque seu trabalho é informar e oportunizar o debate, esse sim, capaz de gerar luz. Aliás, em nenhum momento Luiz se posicionou a favor ou contra partidos e políticos. Então, não é dissimulado. Não há tendência em seus textos. Infelizmente, estamos passando por situação crítica no governo petista, escândalos diários, corrupção, desmoralização da justiça, o povo sendo enganado por esmolas (Bolsa Família e similares), vultosos gastos na Copa em detrimento da saúde, educação e segurança, e isso nenhum brasileiro pode contestar. Espero que ‘A culpa é nossa’ — fórmula adequada que nos obrigar a pensar no resultado de nossas escolhas — continue. Como Luiz tem dito, tem eleição este ano e é preciso que um estágio de consciência lúcida e cidadã tome conta de nós. Que, então, continue abrindo sua coluna para que todos, observadores, descrentes, politizados ou xiitas tenham coragem de dizer o que pensam”. (João Bittar Filho, advogado)
Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
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