Alunos negros de Harvard manifestam contra preconceito


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Os alunos negros da Universidade de Harvard lançaram recentemente uma campanha chamada “Eu também sou de Harvard”, pela qual eles protestam contra o preconceito racial que sofrem dentro da instituição. O manifesto ocorre através de fotos deles segurando cartazes com dizeres ofensivos que já receberam de outros estudantes da universidade.

No Brasil, o mais recente levantamento do Inep mostra que houve uma aumento de 6,739 milhões para 7,037 milhões de estudantes entre 2011 e 2012, com recorde de negros e pardos que passou de 807.199 para 933.685, de 11,9% a 13,2% do total. “O racismo na universidade segue uma tendência presente na sociedade brasileira, ou seja, acontece de uma forma 'velada'”, analisa Maria José Menezes, colaboradora do Núcleo de Consciência Negra da USP.

A USP faz parte das três principais instituições de ensino superior do estado de São Paulo, ao lado da Unesp e da Unicamp. As três universidades não possuem cotas para negros. José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, acredita que o sistema de cotas foi importante para inclusão dos negros nas universidades federais, mas ressalta que apenas as cotas não bastam. “Precisamos universalizar a perspectiva do negro na sociedade brasileira. Cotas nas universidades são importantes, mas não encerram o problema. É preciso aumentar o número de negros nos cargos de pesquisadores, professores, técnicos e dirigentes de universidades e instituições de ensino”. 

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