Um professor da Universidade de Michigan criou metodologia aplicando jogos e diversões na sala de aula, no objetivo de estimular e engajar o aluno. O curso é Introdução à Teoria Política, do professor Mika LaVaque-Manty. Usar jogos é familiar aos alunos, mas, o mais importante é a lógica do jogo. Em sistema de avaliação padrão, o aluno começa com um dez (‘A’ no sistema americano), e então vai perdendo pontos. Já em um jogo, começa-se com zero, acumulando-os à medida em que se cumpre metas.
Em um jogo, é preciso escolhas para avançar nas etapas. No caso da disciplina, são leituras, trabalhos de casa relacionados com a leitura, assistir palestras e participar de discussões. Alunos do curso de ciência política têm opções para desenvolver seus trabalhos, e são incentivados a usar várias plataformas para cumprir suas obrigações, de vídeos a blogs, a interagir com outros, e assumir desafios de aprendizagem. Uma dessas, blog público escrito por estudantes do primeiro ano, foi escolhido um dos ‘100 Melhores Blogs para literatos’ em 2009.
Os jogos permitem também missões, tarefas, desafios, e permitem ignorar atividades que se considerem geradoras de tensões curriculares. Implicitamente, alunos são incentivados a pensar sobre no que são bons e que tipo de desafios querem empreender, e não se preocupar com o que não lhes dê conforto. O método não quer transformar ninguém em acadêmico, mas oferece ferramentas para fazer perguntas interessantes, reconhecer as interessantes, para não só responder, mas também buscar problemas para os quais ainda não há respostas. A iniciativa rendeu ao professor um prêmio nacional de ensino inovador, o ‘2014 CQ Press Award for Teaching Innovation in Political Science’, concedido pela Associação Americana Ciência Política e entregue durante a Conferência Anual de Ensino e Aprendizagem que neste ano realizou na Filadélfia.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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