Homens são as principais vítimas do trânsito e em acidentes dentro da cidade


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Familiares da menina Dryely Motarelli, de 6 anos, morta após ser atropelada enquanto brincava na calçada, protestaram por mais segurança no trânsito da cidade
Familiares da menina Dryely Motarelli, de 6 anos, morta após ser atropelada enquanto brincava na calçada, protestaram por mais segurança no trânsito da cidade
As colisões e atropelamentos no trânsito provocaram no ano passado 45 mortes em Franca e nas rodovias que cortam a cidade. Segundo levantamento informal do Comércio da Franca, ocorreu em média uma morte a cada oito dias. A maioria envolveu homens e foi registrada dentro do perímetro urbano.
 
De acordo com o balanço realizado pelo jornal, foram 34 homens e 11 mulheres vítimas do trânsito em 2013. Dessas pessoas, 55% perderam a vida nas ruas e avenidas de Franca, algumas delas de grande movimento como as avenidas Integração e Presidente Vargas.
 
Os dados apontam ainda que as mortes ocorreram em todas as faixas etárias. Foram 15 envolvendo crianças e jovens de zero a 30 anos, 12 dos 31 aos 50 anos e 18 mortes de pessoas acima de 50 anos. Em janeiro, por exemplo, um bebê de apenas oito meses morreu após o veículo em que estava bater contra a mureta de divisão da pista e capotar até parar no gramado do acostamento. O veículo, uma camionete S-10, era dirigida pelo pai de criança, de 18 anos. Ele não tinha habilitação para dirigir. O acidente aconteceu próximo da alça de acesso ao Jardim Guanabara.
 
Já no mês de agosto, uma das vítimas foi um comerciante aposentado de 84 anos que morreu na Santa Casa após ser atropelado por um caminhão na rua Antônio Bernardes Pinto, Vila Chico Júlio. O idoso atravessava a rua quando foi colhido pelo veículo em marcha ré. O motorista estaria manobrando o caminhão quando o aposentado passou atrás.
 
Abuso
Para o secretário de Segurança e Cidadania, responsável pelo trânsito na cidade, Sérgio Buranelli, grande parte dos acidentes tem relação com o excesso de velocidade e a falta de responsabilidade do condutor. “A cidade está bem sinalizada, as vias estão boas, porém a correria do dia a dia, o ritmo de cidade desenvolvida faz com que os motoristas abusem. É preciso respeitar os limites e a sinalização.”
 
Especialista em planejamento e gestão do trânsito, Luiz Gustavo Corrêa, cita também o aumento da frota e a má formação dos motoristas como fatores responsáveis pelo alto número de acidentes com mortes. “O número de carros nas ruas é cada vez maior e a reprovação nos centros de formação de condutores é pequena”. Segundo Corrêa, entre as alternativas para melhorar o trânsito e reduzir as mortes estão reforçar a fiscalização e ampliar as campanhas de educação no trânsito. “As campanhas de conscientização precisam chegar até os motoristas”, disse.
 
O especialista diz que o fato dos acidentes fatais ocorrerem mais na área urbana em relação às rodovias se deve à concentração maior de veículos em ruas e avenidas. De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), até dezembro Franca tinha uma frota de 220.033 veículos. “A cidade sempre está mais cheia do que as rodovias”, disse ele. Com relação ao fato do trânsito vitimar mais homens, ele acredita que é uma questão de exposição ao risco de acidente. “As mulheres são mais cautelosas no trânsito”.
 

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