Mulher é morta dentro de casa


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Corpo de Pâmela é retirado da casa onde morava por agentes funerários na manhã de ontem
Corpo de Pâmela é retirado da casa onde morava por agentes funerários na manhã de ontem
Pâmela Suelem Tardivo, 25, foi encontrada morta, no início da manhã de ontem, em Franca. A auxiliar de serviços gerais  foi assassinada possivelmente durante a madrugada dentro da residência em que morava, na rua Lafaiete Cordeiro Silva, Jardim Planalto. As primeiras análises dos legistas apontam que a morte possa ter ocorrido por estrangulamento. Um corte no pescoço, provocado aparentemente por faca, foi notado pelos peritos, mas ele não seria suficiente para matá-la segundo policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O laudo tem trinta dias para ficar pronto. 
 
A polícia foi comunicada do crime após Joel Alves de Souza, 44, ligar para o 190 da PM. Tio de Pâmela, ele disse que estava em casa quando o sobrinho, de apenas oito anos que morava no local, chegou dizendo que a mãe estava caída no chão e não acordava. O garoto caminhou mais de um quilômetro para pedir ajuda.
 
Souza relatou à polícia que, chegando ao imóvel, viu a sobrinha com as mãos amarradas para trás, toda ensanguentada e com o sofá virado sobre seu corpo. Ao retirar o móvel, ele constatou um pano e um pedaço de fio enrolados no pescoço e notou que ela já estava morta.
 
A perícia do IC (Instituto de Criminalística) de Franca esteve no local junto com a equipe do Plantão Policial. Os agentes do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da DIG foram acionados e assumiram o caso, colhendo, no local, as primeiras declarações. “Começamos imediatamente as diligências. As informações colhidas estão sendo checadas, mas é muito cedo para falarmos sobre uma possível motivação (para o crime)”, esclareceu o delegado Márcio Garcia Murari, titular da DIG e responsável pela investigação do caso.
 
Uma das informações dáconta de que Pâmela estaria sendo ameaçada de morte pelo atual namorado. A polícia apurou que ele está recolhido em uma penitenciária de Ribeirão Preto. A polícia não revelou por qual motivo. Um ex-companheiro da vítima também foi ouvido informalmente. Ele alegou que soube da morte através de sua mãe e que não tinha contato com Pâmela há mais de quatro anos.
 
O filho da vítima declarou ter visto um homem negro na casa. “Infelizmente, a criança aparenta uma certa debilidade mental. Suas informações, até o momento, são contraditórias. Estamos analisando com muita ressalva o que esta criança diz”, destacou Murari. 
 
O corpo de Pâmela Suelem Tardivo, funcionária da empresa Desejo & Sabor, está sendo velado no Cemitério Municipal Santo Agostinho, onde será sepultado hoje, às 9 horas.

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