Tribunal de Contas do Estado de São Paulo aponta falta de controle na Feac


| Tempo de leitura: 2 min
Reginaldo Emídio em foto de arquivo
Reginaldo Emídio em foto de arquivo
Uma decisão do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) divulgada nesta semana apontou total falta de controle de gastos e inúmeras irregularidades na administração da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura) de Franca. Os detalhes fazem parte do parecer assinado pelo auditor Antônio Carlos do Santos que julgou irregulares as contas da instituição referentes ao ano de 2008.
 
Segundo o auditor, o elevado número de desacertos e irregularidades cometidas por parte dos administradores da fundação comprometem a segurança financeira da instituição e ferem o princípio constitucional da transparência. 
 
Entre as irregularidades apontadas, estão despesas pagas adiantadamente sem autorização ou comprovante de devolução, o aluguel do Clube da Francana para o uso de equipes esportivas sem a comprovação da finalidade pública da locação, o pagamento de serviços de organização e arbitragem com cheques depositados em uma conta particular, a existência de um déficit orçamentário de R$ 278 mil sem a devida justificativa, além de diversas irregularidades em contratos de compras de material e de serviços. O parecer não cita valores específicos nem detalhes das irregularidades.
 
Por conta dos problemas encontrados, as contas da Feac de 2008 foram julgadas irregulares. O auditor ainda condenou o presidente da fundação à época, Reginaldo Emídio, ao pagamento de uma multa no valor de 200 Ufesps(Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), o que representa pouco mais de R$ 4 mil. 
 
Procurado ontem para comentar as irregularidades, o ex-presidente, que esteve no controle da Feac até 2012, negou qualquer prejuízo aos cofres municipais. “Eu já havia sido informado a respeito do relatório que embasou esse parecer. Apresentei as minhas justificativas e a comissão técnica do TCE tinha defendido a regularidade das contas. Não sei porque esse auditor julgou diferente”. 
 
O ex-presidente disse que todas as irregularidades apontadas foram rebatidas e que deve recorrer da decisão. “Vou apresentar uma nova defesa e esclarecer os pontos que ainda estão sendo apontados como irregulares. O que posso dizer é que não houve prejuízo”. 
 
A atual direção da Feac também foi procurada para comentar a falta de controle. O diretor administrativo da fundação, João Maciel de Faria Matos, disse que todas as “falhas de procedimentos apontadas pelo tribunal já foram corrigidas”. “Tanto isso é verdade que as nossas contas referentes aos anos de 2010 e 2011 já foram aprovadas sem qualquer recomendação por parte do TCE”, disse ele.
 
O parecer com o julgamento será agora encaminhado à Prefeitura e a Câmara Municipal. O Ministério Público do Estado também receberá uma cópia. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários