Polícia Civil fecha a Vila Tião em busca de bandidos


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Cento e um policias civis se reuniram na Dise, na madrugada de ontem, de onde partiram para a operação que fechou a Vila Tião
Cento e um policias civis se reuniram na Dise, na madrugada de ontem, de onde partiram para a operação que fechou a Vila Tião
O dia ainda estava escuro quando policiais civis começaram a chegar à sede da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Franca, ontem de madrugada. Eles não sabiam porque haviam sido convocados. No horário combinado, às 5h45, foram informados da missão pelo delegado Wanir José da Silveira Júnior, comandante da operação. Iriam cumprir 20 mandados de busca e apreensão na Vila São Sebastião, uma das áreas mais violentas de Franca. “Vamos marcar presença e mostrar que estamos atentos à criminalidade.” A última orientação do delegado Wanir para os policiais deu uma dimensão exata do clima que esperavam. “Sejam respeitosos, mas se for preciso trocar tiros, isso será feito.”
 
O efetivo empenhado na operação impôs respeito: 33 viaturas, 101 policiais e o cão farejador Rock, um pastor belga malinois. O grupo foi dividido em 19 equipes e chegou simultaneamente à Vila São Sebastião por volta das 6 horas. Várias casas foram vistoriadas, algumas na mesma rua. 
 
Dois imóveis abandonados, que seriam usados como esconderijo de drogas, também foram alvo de buscas. Surpreendidos pela ação deflagrada em sigilo, os suspeitos não esboçaram reação. “Mostramos a presença da polícia e que estamos preparados para o embate, se houver”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli, chefe do Centro de Inteligência da Polícia Civil.
 
Balanço
Em balanço divulgado no fim da tarde, a polícia informou que foram efetuadas oito prisões, sendo duas apreensões de menores. “Um dos detidos pode estar envolvido com roubos contra agências dos Correios na região”, disse Radaeli. Também foram apreendidas porções de maconha e cocaína, embalagens usadas para preparar drogas, produtos eletrônicos e bicicletas, suspeitos de serem furtados, e dinheiro que teria sido obtido por meio da venda de drogas.
 
Para o delegado Wanir, o resultado foi positivo. “Mostramos para a população de bem que estamos para combater o crime e para os bandidos que somos adversários deles e que vamos combatê-los. A presença da polícia com firmeza, inteligência e responsabilidade é essencial para transmitir segurança à sociedade.”
 
A Polícia Civil investiga outros endereços e suspeitos no bairro. Novas buscas serão feitas. Wanir afirmou que “o Estado não permitirá que criminosos queiram ditar as ordens”. Caso preciso, a força será usada. “Bandidos têm que ser tratados, embora com respeito, como bandidos. Trabalhamos com armamento não para enfeitar o corpo. Se necessário, dentro da legalidade, vamos usar as armas que temos”, disse Wanir.
 
Os policiais estão atentos à possibilidade de revide por parte dos criminosos e ficarão de plantão durante o Carnaval para qualquer eventualidade.

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