De certo modo, a vida é uma breve chama,
Em que nos consumimos no espaço-tempo
Entre o passado fugidio e o futuro inacessível,
Sem jamais deixarmos o presente,
Enquanto nos distraímos com abstrações,
Como felicidade, justiça, verdade, amor.
Para, ao final, quedarmos ansiosos,
Na esperança de reste alguma coisa ainda.
José Borges da Silva, procurador do Estado e membro da Academia Francana de Letras
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