A vida da determinada Helena Ferreira, em seus 87 anos


| Tempo de leitura: 2 min
Morreu no dia 20 deste mês, após internação de dois dias no Hospital São Joaquim/Unimed, de Franca, Helena Volpe Ferreira. A matriarca de conhecida e tradicional família francana foi internada no dia 18, em razão de insuficiência renal. O processo de recuperação não se completou em função da idade avançada.
 
Helena estava viúva desde 2010, quando ocorreu a morte de seu marido, Wilson Ferreira Silva, 64 anos após casamento celebrado em Franca. Do enlace, nasceram seis filhos (Luiz Gonzaga, casado com Silvia; Marcos, casado com Alba; Mauro Ferreira, casado com Atalie; Lucilene, casada com Hélio José de Paula; Marilene, viúva de Luiz Hamilton Silva; Olavo, falecido, casado com Madalena Jorge), 16 netos (Rafael, Maira, Letícia, Milena, Rodrigo, Aline, Natalie, Pablo, Gabriela, Marina, Danilo, Luís Filho, Tarsila, Najara, Heloísa e Cínthia) e 12 bisnetos (Astrid, Amelie, Olívia, Miguel, Alice, Sara, Cecília, Lara, Laís, Lucas, Bernardo e Ester).
 
Helena era filha de imigrantes italianos, e teve infância pobre. Fez seus estudos primários na escola ‘Cel. Francisco Martins’, à época instalada onde hoje está a sede dos Correios, praça Nove de Julho. No trabalho desde muito jovem para ajudar em casa, empregou-se como catadora de café em máquina de beneficiamento que funcionava no Distrito da Estação. Conheceu Wilson, guarda-livros do Banco Hipotecário. Casaram-se e foram residir em Araguari (MG), para onde o marido foi transferido. Lá, nasceu o primeiro filho do casal, Luiz Gonzaga.
 
Em 1949, voltaram a Franca, Wilson assumindo posto na agência do Hipotecário de Franca — chegaria à gerência da agência alguns anos após. Aqui, nasceram os outros filhos. Sem deixar o trabalho no banco, Wilson tornou-se representante do Curtume Campineiro. Vida financeira melhorando, Helena, com seu jeito tranquilo, discreto, refratária a festas, dedicou-se integralmente à criação dos filhos. Em 1958, Wilson abriu com Écio Volpe e com o industrial Wilson Sábio de Mello, o Curtume Francano. Experiências somadas, partiria para empreendimento próprio em 1963, abrindo o Curtume São Marcos. 
 
No mesmo ano, a família se mudou para um casarão, no Centro da cidade. A casa dos Volpe Ferreira se tornou ponto de encontro da grande rede de relacionamentos que a família conquistou. Helena viveu lá até dois dias antes de sua morte. Segundo Mauro, filho do casal, ‘mamãe foi uma mulher determinada e consciente. Tinha hábitos, um, o da leitura diária do jornal 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários