Até 1930 as fantasias eram simples, com roupas adaptadas, tingidas, enfeitadas de forma ingênua. Os materiais que poderiam enriquecê-las, como tecidos, ornamentos, sapatilhas e adereços eram muito caros. Eles apareciam mais nos desfiles de escolas de samba. Nos clubes e ruas surgiram os blocos, onde um grupo de pessoas vestia-se igual. Assim começaram a aparecer blocos ligados a profissões: dos médicos, dos marinheiros, dos motoristas, dos bombeiros, das dançarinas etc. Eles foram se ampliando a cada ano.
Algumas fantasias tornaram-se mais famosas, como caveira, odalisca, morcego, malandro, super-heróis, diabo, príncipe, bobo da corte, bailarina... Um trio chegou para ficar: Colombina, Pierrô e Arlequim. Essas figuras aparecem em todos os bailes, desfiles, blocos.
Já nas escolas de samba as fantasias servem para explicar a história contada na letra do samba-enredo. Devem ser coerentes ao tema e aparecer em harmonia com o conjunto da escola. A escola de samba é dividida em alas e cada ala possui um modelo diferente de fantasia, que deve ser respeitado e seguido por todos os integrantes.
O julgamento das fantasias leva em conta a criatividade, o significado e importância para o enredo, a boa utilização das cores e distribuição delas, a riqueza dos materiais usados na confecção, os acabamentos, os detalhes, os adereços que compõem as peças etc.
As fantasias mais importantes numa escola de samba são as de Mestre Sala e Porta Bandeira, além da Comissão de Frente, que dá a primeira impressão da escola.
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