Muitas fantasias


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Desfile de carros na avenida Rio Branco (Rio de Janeiro) em 1930
Desfile de carros na avenida Rio Branco (Rio de Janeiro) em 1930
Até 1930 as fantasias eram simples, com roupas adaptadas, tingidas, enfeitadas de forma ingênua. Os  materiais que poderiam enriquecê-las, como tecidos, ornamentos, sapatilhas e adereços eram muito caros. Eles  apareciam mais nos desfiles de escolas de samba. Nos clubes e ruas surgiram os blocos, onde um grupo de pessoas vestia-se igual. Assim começaram a aparecer blocos ligados a profissões: dos médicos, dos marinheiros, dos motoristas, dos bombeiros, das dançarinas etc. Eles foram se ampliando a cada ano.
 
Algumas fantasias tornaram-se mais famosas, como caveira, odalisca, morcego, malandro, super-heróis, diabo, príncipe, bobo da corte, bailarina... Um trio chegou para ficar: Colombina, Pierrô e Arlequim. Essas figuras aparecem em todos os bailes, desfiles, blocos.
 
Já nas escolas de samba as fantasias servem para explicar a história contada na letra do samba-enredo. Devem ser coerentes ao tema e aparecer em harmonia com o conjunto da escola. A escola de samba é dividida em alas e cada ala possui um modelo diferente de fantasia, que deve ser respeitado e seguido por todos os integrantes.
 
O  julgamento das fantasias leva em conta a criatividade, o significado e importância para o enredo, a boa utilização das cores e distribuição delas, a riqueza dos materiais usados na confecção, os acabamentos, os detalhes, os adereços que compõem as peças etc.
 
As fantasias mais importantes numa escola de samba são as de Mestre Sala e Porta Bandeira, além da Comissão de Frente, que dá a primeira impressão da escola.

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