Quando no Exterior falam em carnaval, o nome imediatamente lembrado é Brasil. Mas o carnaval nasceu na Europa, séculos atrás. Naquela época a Igreja determinava que os 40 dias anteriores à Páscoa deveriam servir para rezar e jejuar. Não havia nem que pensar em comer carne! Então, para se preparar para esse tempo de jejuns e seriedade, o povo criou uma grande festa com muita bebida, comida, música e dança, que sempre acontecia sete domingos antes da Páscoa. Foi aí que começou o Carne Vale, que em Latim significa Adeus à Carne. Ou seja, eles se preparavam comendo, bebendo e dançando, já que depois iria ser dureza.
O carnaval chegou ao Brasil junto com a corte portuguesa em 1808. Naquela época as pessoas comemoravam jogando água, farinha de trigo e até lama umas nas outras! Já pensou que coisa maluca? Mas era assim que as pessoas brincavam nas ruas das cidades, então pequenas. Foi só no século 20 que a festa ficou mais elegante, com bailes de máscaras, como acontecia em Veneza, na Itália. As fantasias e principalmente as famosas marchinhas chegaram para agitar ainda mais a festa. O espírito alegre do povo brasileiro fez com que o carnaval ganhasse força em nosso país.
Uma compositora brasileira, Chiquinha Gonzaga, ajudou a incrementar a folia com marchinhas muito animadas. Uma delas ainda é tocada em nossos dias nos salões. Chama-se Ó abre alas e foi composta em 1901. Seus versos dizem assim: “Ó abre alas/ que eu quero passar// Ó abre alas/ que eu quero passar// Eu sou da Lira, não posso negar// Rosa de Ouro é quem vai ganhar”. Rosa de Ouro era o nome de um cordão carnavalesco. Cordão era um tipo de bloco.
Hoje em dia, o Brasil comemora o carnaval de formas diferentes. Há os blocos nos quais os foliões seguem um trio elétrico; e tem também os desfiles das escolas de samba. Essa festa brasileira é muito famosa. Considerada a maior festa popular do mundo. Popular porque é do povo, que vai para as ruas e praças dançar e cantar do jeito que quiser.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.