Ativismo patrocinado


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Os ativistas do MST que marcharam pela Praça dos Três Poderes e tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, foram a Brasília com patrocínio da Caixa e do BNDES que destinaram, sem licitação, R$ 550 mil ao evento. 
 
O pretexto de apresentar produtos agrícolas dos assentamentos e, no seu decorrer, decidiu ir à presidente Dilma Roussef entregar carta cobrando compromissos não cumpridos em relação à reforma agrária.
 
Os dirigentes dos órgãos dizem ter patrocinado evento cultural, mas, a bem da verdade, reforma agrária, assentamentos e coisas afins não podem fazer parte do mix de atividades da Caixa ou do BNDES. Governos e sociedade deveriam ser mais ciosos na destinação do dinheiro público, fazendo-o exclusivo para suas respectivas áreas de atuação. Quando isso ocorrer, ficará mais difícil desvirtuar sua finalidade. 
 
Deveria haver, também, mecanismos de controle rigoroso sobre ONGs, para garantir que desenvolvam fielmente as atividades para as quais foram contratadas. 
 
Feito isso, não sobrará para campanhas eleitorais, ativismo político e sistemas de pressão social. 
 
Sem ter quem os sustente, ativistas profissionais deixarão de insuflar a turba para invadir imóveis e propriedades , bloquear vias públicas, vandalizar e fabricar o caos que interessa só a alguns, não ao povo brasileiro de bem. 
 
Movimentos sociais são bem-vindos e podem contribuir para o avanço da sociedade, mas precisam ter vida própria. 
 
Não podem, jamais, ser sustentados direta ou indiretamente pelo dinheiro público. Ao empunhar uma bandeira, o ativista deve ser consciente de sua luta e não fazê-lo profissionalmente, nem com outras finalidades. 
 
Seria muito triste aos cidadãos saber que os conflitos ultimamente presenciados, com tanto transtorno, sofrimento e até mortes, são custeadas pelo dinheiro dos impostos que todos nós pagamos... 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
 

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