Amar para não adoecer


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Parece que falar de amor está fora de moda, mas há lampejos confortantes. Li os rascunhos de um possível livro do padre Dalmácio, da paróquia Santa Mônica e fundador da Comunidade Hodie. Não vou falar dos escritos por ter certeza da publicação e dos frutos que o livro produzirá, mas digo, é uma obra sobre o amor. 
 
Lembrei-me das teorias de Freud. “Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada. Em última análise, precisamos amar para não adoecer.’ Comungo. 
 
Quando amamos, as doenças desaparecem, ou, no mínimo, diminuem. Quando nos amamos e aceitamos que não somos perfeitos, vemos diferente a vida. Aprendemos com nossos erros e jogamos a culpa fora. O amor é sentimento nobre que a vida cotidiana tem tirado de nós. Amores essenciais estão cada vez mais esquecidos. 
 
Pais não dedicam mais amor necessário aos filhos. Quase por reflexo, filhos também não mais amam. Cônjuges, quando se divorciam, esquecem o que vivenciaram, e passam a se ofender. 
 
Hoje, amor tem sendo substituído por resultados, números, metas, conquistas. Só é ‘amado’ quem bate a meta. 
 
Nós somos transformados pelas experiências que vivenciamos, e, por isso, acredito que o amor é uma das mais ricas, profundas e transformadoras experiências humanas. Por isso tenho que religião é essencial. Ensina a amar, e a todo instante, afirma que Deus é amor, e que Deis nos ama, porque somos seus filhos. 
 
Volto a Freud. ‘Ao tomar decisão de menor importância, descobri que é sempre vantajoso considerar todos os prós e contras. Em assuntos vitais, no entanto, tais como escolha de um companheiro ou profissão, a decisão deve vir do inconsciente, de algum lugar dentro de nós. Nas decisões importantes da vida pessoal, devemos ser governados, penso eu, pelas profundas necessidades íntimas da nossa natureza’. 
 
Temos que jogar fora nossas culpas destruidoras e incompatíveis com o verdadeiro amor.
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário

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