Casa ‘blindada’ não impede ação de bandidos


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Empresário equipou sua casa com cerca, alarme e câmeras contra bandidos, mas nada adiantou: casa foi invadida duas vezes neste ano
Empresário equipou sua casa com cerca, alarme e câmeras contra bandidos, mas nada adiantou: casa foi invadida duas vezes neste ano
“Tive um pesadelo essa noite. Sonhei que estava sendo assaltada”, disse uma das vítimas do assalto que ocorreu na última sexta-feira, 21, no bairro São Joaquim, uma dona de casa que pediu para manter o nome em sigilo. Além de conviver com seis câmeras de segurança, alarme ativado por sensores de presença que estão espalhados por toda a casa e metros de cerca elétrica que cobrem toda a extensão do muro, a família agora convive também com o medo.
 
O marido da vítima, um empresário que também não quis ter o nome divulgado, conta que os R$ 8 mil investidos em segurança na residência não impediu a ação dos ladrões. “Eles aproveitaram o momento que minha filha estava saindo, por volta das 7 horas da manhã, para abordá-la e invadir a casa. Eu saí pelo mesmo portão dois minutos antes, então, acredito que eles sabiam de nossa rotina e esperaram eu ir para o trabalho para entrarem”, disse.
 
O casal relatou ainda como os bandidos agiram. “Eles eram três e tinham duas armas. Amarraram minha mulher e nossa funcionária, e pressionaram minha filha querendo dinheiro. Um deles viu quando a polícia estava chegando pelas imagens da câmera de segurança e fugiram pulando o muro para a casa do vizinho”, disse o empresário. Os bandidos ainda tentaram levar uma moto da segunda casa em que entraram, porém, a vítima reagiu. Um tiro chegou a ser disparado pelos assaltantes, mas a bala atingiu o chão.
 
A polícia conseguiu prender os criminosos quando saíam da segunda casa. O delegado-chefe do Serviço de Inteligência da Polícia Civil em Franca, Daniel Radaeli, disse que investiga, agora, se os assaltantes estão envolvidos em outros casos de roubo.

 
Quarta vez
A ocorrência da última sexta-feira é a quarta que a família passa nos últimos dez meses. “Minha loja foi assaltada, minha mulher sofreu um sequestro-relâmpago e entraram na nossa casa no ano novo. Dessa última vez, furaram meu muro, mas a gente não estava aqui. Tudo que coloquei para proteger a casa não adiantou de nada”, disse a vítima que comenta ainda, emocionado, sobre a vontade de se mudar do bairro São Joaquim. “Moramos aqui há 30 anos e construímos tudo aos poucos, com muita batalha. É triste, mas agora tenho vontade de morar em um condomínio fechado, pois não quero viver com medo e ver a minha família também com medo desse jeito.”
 
Insegurança
A funcionária de uma padaria aberta há cerca de sete meses no São Joaquim, que preferiu manter a identidade em sigilo, relata que também foi vítima de assalto há cerca de um mês e meio. “Percebi que dois meninos estavam rondando aqui logo pela manhã. Um entrou, pediu água e ficou observando, logo depois entrou o outro armado. Tinha pouco dinheiro no caixa, ainda bem que eles se contentaram com isso e foram embora”, disse a vítima que disse ouvir com frequência relatos de casos parecidos no bairro. “Certa vez uma moça foi assaltada no bosque aqui em frente. Acho aqui muito perigoso.”
 
Outro morador da região, que por medo também preferiu manter o nome em sigilo, foi furtado em agosto do ano passado. “Em pouco mais de uma hora que fiquei fora, entraram na minha casa e fizeram um ‘limpa’. Levaram notebook, joias, televisor, um monte de coisa. Depois disso investi uns R$ 18 mil subindo o muro, mudando o portão, colocando câmera de segurança, e ainda quero colocar cerca elétrica”, disse.
 
De acordo com o Capitão Felício, da 5ª Companhia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento da região do bairro São Joaquim, “os trabalhos na região foram intensificados desde o início do ano passado”.

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